Veja onde tem postos de combustíveis com sistema antifraude em SP

Veja onde tem postos de combustíveis com sistema antifraude em SP

Reprodução: FreepikCerificação do RTM garante que bombas de combustíveis forneçam a quantidade paga pelo consumidor.

Bombas de combustíveis em postos do estado de São Paulo são equipadas com um novo sistema de verificação antifraude, certificado pelo Regulamento Técnico Metrológico (RTM) 227/2022 do Inmetro. A  tecnologia de proteção ao consumidor começou a ser instalada no estado de São Paulo no final do ano passado e segue de forma gradual .

Atualmente, o estado de São Paulo possui 211 estabelecimentos com sistema de bomba antifraude eletrônica, totalizando 556 abastecedoras com a nova tecnologia. Na capital paulista, 20 postos j á se modernizaram, contendo 55 bombas certificadas espalhadas pelo município.

O objetivo é proporcionar maior segurança no abastecimento, garantindo que a quantidade de combustível entregue é a mesma que foi paga para o estabelecimento.

Por se tratar de uma tecnologia nova, apenas alguns postos do estado já instalaram as novas bombas, que o consumidor pode verificar onde estão e quais os indicativos de que aquela abastecedora já aderiu ao novo equipamento.

O objetivo do regulamento é evitar a chamada “bomba baixa” quando o volume de combustível entregue é menor do que o valor pago. Com a nova portaria, o estado atualiza regras que estavam praticamente inalteradas desde 1985.

Como reconhecer bombas certificadas

Bombas de combustíveis certificadas precisam apresentar um dos selos abaixo de forma visível no painel para que o consumidor consiga reconhecer a certificação antes de iniciar o abastecimento, garantindo a escolha por uma abastecedora que segue o novo padrão.

Reprodução/IpemModelos de bombas de combustíveis com suas sinalizações.

É obrigatória a presença de um dos selos para que seja possível a identificação por parte do cliente. Cada selo corresponde a um dos três modelos cadastrados no Regulamento Técnico Metrológico.

Ao final do abastecimento, assim que o frentista recolocar o bico, observe o visor da bomba, que exibirá uma mensagem ou símbolo confirmando que a criptografia do sistema antifraude está ativa.

Porém, é necessária a atenção do consumidor, pois alguns modelos de bomba exibem a mensagem garantidora por apenas dez segundos.

Reprodução/IpemSelo garantidor exibido em bombas de combustíveis após o abastecimento.

Esses símbolos  indicam que a bomba é certificada e possui sistema antifraude com tecnologia de criptografia.

Em breve, um aplicativo para celular, atualmente em desenvolvimento, permitirá conferir todas as informações do abastecimento pelo código do selo e via Bluetooth.

Modelos de bombas certificadas

As bombas de abastecimento que recebem a certificação também precisam ser de modelos específicos, facilitando o reconhecimento por parte dos clientes à distância. Veja abaixo exemplos de alguns dos modelos de bombas certificadas.

Reprodução/IpemModelos de bombas que podem receber certificação antifraude.

Vale lembrar que esses são os exemplos de modelos. Bombas certificadas um pouco diferentes podem ser encontradas, envelopadas com outras cores ou com formato um pouco diferente dos exemplos.

Onde estão as bombas certificadas

A lista completa dos postos que possuem bombas no novo padrão da RTM pode ser conferida por meio do  site de consulta do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem SP). 

Reprodução/IpemBusca por postos com bombas de combustíveis certificadas antifraude.






Lista Completa

Para garantir que o recurso funcione, o RTM tem novas exigências de segurança, precisão e controle digital, incluindo requisitos de software e hardware criptografado que impedem a adulteração das bombas. 


Como funciona

Para garantir a segurança do consumidor, as bombas possuem uma assinatura digital criptografada, garantindo que a cada quantidade de combustível que saia da bomba emita um “pulso” para o medidor, impedindo chips que falsificam os dados mostrados no leitor.

A autenticidade dos recursos de proteção pode ser verificada pelos fiscais por meio de uma porta Bluetooth externa, garantindo que a inspeção aconteça sem que os lacres de segurança sejam rompidos.

Os cabos de automação também são isolados para impedir o acesso de golpistas, e a máquina tem um dispositivo interno que registra ajustes, manutenções e tentativas de violação.

Assim, a nova bomba “assina” cada abastecimento com um “carimbo digital” que só pode ser lido, não alterado. Se alguém tentar burlar os pulsos eletrônicos, o sistema trava ou registra tentativa de fraude.

Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR

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