Ucrânia. A cronologia de um confronto entre a Rússia e o Ocidente

Amputada de parte do seu território em 2014, quando a Rússia anexou a península da Crimeia, a Ucrânia enfrenta de novo a possibilidade de uma invasão na região do Donbass, onde a guerra que trava com separatistas pró-russos já provocou mais de 14.000 mortos em oito anos.

O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu, na segunda-feira, as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, no Donbass, e autorizou o exército russo a enviar uma força de “manutenção da paz” para aqueles territórios no leste da Ucrânia.

A decisão foi tomada após meses de elevada tensão entre a Rússia e o Ocidente, depois de Moscovo ter concentrado dezenas de milhares de tropas nas fronteiras com a vizinha Ucrânia, mas enquadra-se num diferendo iniciado há três décadas.

Cronologia da crise sobre a Ucrânia, com base em diversas fontes:

1991

– Leonid Kravchuk, líder da República Socialista Soviética Ucraniana, declara a independência em relação a Moscovo.

2004

– O candidato pró-Rússia Viktor Yanukovich é declarado Presidente, mas alegações de fraude eleitoral provocam um movimento de protesto, conhecido como a Revolução Laranja, e forçam uma nova votação, que resulta na eleição do pró-ocidental Viktor Yushchenko.

2005

– Yushchenko promete tirar a Ucrânia da órbita de Moscovo, em direção à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e à União Europeia (UE).

2008

– Na cimeira de Bucareste, a NATO concorda com a adesão da Ucrânia e da Geórgia.

“A NATO saúda as aspirações euro-atlânticas da Ucrânia e da Geórgia de adesão à NATO. Acordámos hoje que estes países se tornarão membros da NATO”, lê-se na declaração da cimeira.

– Com José Manuel Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia (2004-2014), UE e Ucrânia iniciam conversações sobre um acordo de associação e declaram que “o futuro da Ucrânia está na Europa”.

2010

– Viktor Yanukovich derrota Yulia Tymoshenko nas presidenciais e torna-se chefe de Estado.

2013

– Uma semana antes da assinatura do acordo com a UE, em novembro, Yanukovich suspende o processo e anuncia que a Ucrânia prefere juntar-se à Rússia na União Aduaneira Eurasiática.

A decisão gera uma onda de protestos de apoiantes da integração europeia.

2014

– Os protestos, conhecidos por movimento “Euromaidan”, por serem centrados na Praça Maidan, em Kiev, tornam-se violentos. Dezenas de manifestantes são mortos.

– Em fevereiro, Yanukovich foge do país quando enfrentava um processo de destituição e acaba por se refugiar na Rússia.

– Em março, a Rússia anexa a península da Crimeia, no sudeste da Ucrânia.

– Em abril, separatistas com apoio de Moscovo declaram a independência das repúblicas de Lugansk e de Donetsk, na região oriental ucraniana do Donbass, iniciando uma guerra que provoca 14.000 mortos em oito anos.

– Em 25 de maio, o empresário Petro Poroshenko ganha as eleições presidenciais com uma agenda pró-ocidental.

– Em 06 de junho, os líderes da Ucrânia, Rússia, França e Alemanha criam uma plataforma de diálogo para tentar resolver a guerra no Donbass, conhecida por Formato Normandia.

– Em 17 julho, um míssil russo destrói um avião civil da Malásia, quando sobrevoava a região de Donetsk. Três altas patentes das forças separatistas pró-russas no Donbass são acusadas da morte das 298 pessoas que seguiam no voo MH17.

2017

– Entra em vigor o acordo de associação entre a Ucrânia e a UE.

2019

– A Igreja Ortodoxa da Ucrânia separa-se formalmente da Igreja Ortodoxa Russa, ao fim de 332 anos.

– O ex-ator e comediante Volodymyr Zelenskyy é eleito Presidente da República em 21 de abril, e promete pôr fim ao conflito no leste da Ucrânia.

2021

– Zelenskyy apela ao novo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, para que a Ucrânia possa aderir à NATO.

Primavera de 2021

– A Rússia reúne tropas perto das fronteiras da Ucrânia, que justifica com exercícios de treino.

Novembro de 2021

– A Ucrânia acusa a Rússia de ter concentrado 100.000 tropas e armamento pesado nas suas fronteiras, o que motiva um pedido de explicação dos EUA a Moscovo.

– Putin acusa o Ocidente de exacerbar tensões “entregando armas modernas a Kiev e conduzindo exercícios militares provocatórios” no Mar Negro.

07 de dezembro de 2021

– Durante uma cimeira virtual, Biden adverte que a Rússia será alvo de sanções económicas duras se invadir a Ucrânia e Putin exige que o país vizinho não se torne membro da NATO.

17 de dezembro de 2021

– Moscovo divulga as suas exigências ao Ocidente: tratados a proibir a adesão da Ucrânia e da Geórgia à NATO e o estabelecimento de bases militares no leste, e a retirada de tropas aliadas da Roménia e da Bulgária, num regresso à situação anterior a 1997.

03 de janeiro de 2022

– Biden assegura a Zelensky que os EUA responderão de “forma decisiva” se a Rússia invadir a Ucrânia.

10 de janeiro de 2022

– Os chefes da diplomacia dos EUA, Antony Blinken, e da Rússia, Sergei Lavrov, reúnem-se em Genebra (Suíça), mas sem sucesso.

24 de janeiro de 2022

– A NATO coloca forças em alerta e reforça a presença militar no leste da Europa. Os EUA colocam em alerta 8.500 militares.

– Alguns países ocidentais começam a retirar pessoal não essencial das embaixadas em Kiev.

26 de janeiro de 2022

– EUA e NATO anunciam que responderam às exigências russas sem revelar pormenores. Reafirmam, no entanto, que a NATO mantém a política de “porta aberta”, o que significa a rejeição da pretensão russa de impedir a adesão da Ucrânia.

Washington oferece uma “avaliação de princípios e pragmática” das preocupações de segurança russas, através da via diplomática.

27 de janeiro de 2022

– Biden avisa que a Rússia poderá invadir a Ucrânia em fevereiro.

– A China diz aos EUA que as “legítimas preocupações de segurança” de Moscovo devem ser “levadas a sério”.

28 de janeiro de 2022

– Putin diz que as principais exigências de segurança russas não foram atendidas, mas afirma estar disposto a prosseguir conversações com o Ocidente.

04 de fevereiro de 2022

– A China e a Rússia denunciam a influência dos EUA e o papel das alianças militares ocidentais na Europa e na Ásia, após conversações entre os líderes dos dois países, em Pequim.

08 de fevereiro de 2022

– O Presidente francês, Emmanuel Macron, cujo país preside ao Conselho da UE, reúne-se com Putin em Moscovo e anuncia que a Rússia concordou em não agravar a situação.

O Kremlin nega qualquer acordo para desanuviar a crise.

10 de fevereiro de 2022

– Tropas russas e bielorrussas iniciam 10 dias de exercícios de combate próximo da fronteira da Bielorrússia com a Ucrânia.

11 de fevereiro de 2022

– O conselheiro de segurança nacional norte-americano, Jake Sullivan, alerta que a invasão da Ucrânia poderá ocorrer “a qualquer momento”.

– Os EUA ordenam o envio de mais 3.000 tropas para a Polónia, enquanto vários países, incluindo Portugal, apelam aos seus cidadãos para saírem da Ucrânia.

12 de fevereiro de 2022

– Macron e Biden falam com Putin, por telefone, mas as partes limitam-se a reafirmar as suas posições.

– A companhia aérea holandesa KLM suspende os voos para a Ucrânia e a utilização do espaço aéreo ucraniano.

13 de fevereiro de 2022

– Kiev aprova uma verba para ajudar as companhias aéreas a manterem operações na Ucrânia, depois da retirada da cobertura pelas seguradoras.

14 de fevereiro de 2022

– Zelensky recebe o chanceler alemão, Olaf Scholz, e defende que a inclusão da Ucrânia na NATO garantiria a segurança do país.

– Numa conversa divulgada pela televisão russa, Lavrov admite a Putin a possibilidade de um acordo com o Ocidente, o que suscita algum otimismo em alguns dirigentes ocidentais.

– O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressa “profunda preocupação” com a situação em contactos com Lavrov e com o chefe da diplomacia da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

– Os EUA anunciam a transferência da sua embaixada em Kiev para a cidade de Lviv, na zona ocidental da Ucrânia, perto da fronteira com a Polónia.

– Os ministros das Finanças do G7 (Alemanha, Reino Unido, EUA, França, Canadá, Itália e Japão) anunciam que estão prontos para impor sanções com “consequências maciças e imediatas para a economia russa”.

15 de fevereiro de 2022

– Poucas horas antes de um encontro Putin-Scholz, a Rússia anuncia a retirada de algumas das suas tropas por terem terminado os exercícios em que participavam, mas sem indicar números.

– O Parlamento russo (Duma) pede a Putin que reconheça a independência de Donetsk e Lugansk, que Moscovo apoia na guerra contra Kiev desde 2014.

A NATO diz que esse reconhecimento seria uma “violação flagrante” da soberania e integridade da Ucrânia, e os EUA ameaçam com sanções económicas.

– Putin recebe Scholz e anuncia estar pronto para conversações com os EUA e a NATO sobre limites de mísseis e transparência militar.

Scholz defende que a segurança duradoura na Europa “só é possível com a Rússia” e não pode ser alcançada contra Moscovo.

– Instituições ucranianas, incluindo o Ministério da Defesa e as forças armadas, sofrem um ciberataque, com as suspeitas a apontarem para Moscovo, que nega qualquer envolvimento.

– Biden diz que os EUA apresentaram à Rússia “ideias concretas” sobre segurança na Europa, nomeadamente novas medidas de controlo de armamento e de manutenção de estabilidade.

16 de fevereiro de 2022

– O dia começa com as autoridades ucranianas a dizerem que nada de inesperado aconteceu no país, depois de informações divulgadas nos EUA de que o ataque russo iria começar nessa madrugada.

– A NATO denuncia que a Rússia continua a reforçar a presença militar nas suas fronteiras com a Ucrânia.

– O Kremlin congratula-se com a disponibilidade de Biden para “conversações sérias” sobre a segurança na Europa e anuncia que Putin vai recusar o pedido da Duma de reconhecimento de Donetsk e Lugansk para não violar os Acordos de Minsk.

17 de fevereiro de 2022

– Os EUA acusam a Rússia de ter enviado mais 7.000 tropas para a fronteira ucraniana e alertam que uma provocação russa no Donbass pode vir a justificar um ataque contra a Ucrânia.

– A UE exige a Moscovo “provas visíveis e concretas” da redução da força militar na fronteira ucraniana e manifesta preocupação com a intensificação dos combates no Donbass.

18 de fevereiro de 2022

– Forças ucranianas e separatistas do Donbass acusam-se mutuamente de novos ataques. Kiev diz que não tem intenção de atacar Donetsk e Lugansk.

– O primeiro-ministro português, António Costa, defende que a UE deve “explorar até ao limite” a via diplomática e que as sanções contra Moscovo devem ser consideradas numa “situação limite”.

– Os separatistas no leste da Ucrânia anunciam uma operação para retirar civis para a Rússia, que atribuiu passaportes a 720.000 residentes locais nos últimos meses. Os EUA dizem que a operação visa preparar um ataque militar de Moscovo.

– Macron pede o fim dos confrontos no leste da Ucrânia e o regresso ao diálogo.

Blinken diz que a intensificação dos combates no Donbass é uma encenação russa para justificar um ataque à Ucrânia.

– Washington acusa Moscovo de ter posicionado até 190.000 tropas nas fronteiras da Ucrânia, tanto do lado da Rússia como da Bielorrússia.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, diz que Moscovo promoveu a “maior concentração de forças militares” na Europa desde a Guerra Fria.

– Scholz diz que a integração da Ucrânia na NATO não está na agenda “nos próximos dias, meses ou anos”, pelo que a Rússia não tem motivos para agravar a tensão.

– A UE ameaça impor sanções à Bielorrússia se apoiar Moscovo numa invasão da Ucrânia.

– Biden diz que Putin decidiu avançar com a invasão “nos próximos dias”.

19 de fevereiro de 2022

– Putin, acompanhado do líder da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, supervisiona exercícios militares estratégicos com mísseis balísticos e de cruzeiro.

– A China pede que as preocupações da Rússia sobre a Ucrânia sejam respeitadas.

– Zelensky pede um calendário claro para a adesão da Ucrânia à NATO e uma reunião do Conselho de Segurança da ONU.

– Kiev anuncia a morte de dois soldados ucranianos em confrontos com os separatistas no Donbass.

– Portugal aconselha os seus cidadãos a sair da Ucrânia “enquanto o podem fazer pelas vias normais”.

– A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) anuncia um recorde de mais de 1.500 violações do cessar-fogo no Donbass em 24 horas.

– Zelensky garante a Macron que a Ucrânia não responderá a provocações russas e que continua disponível para dialogar com Moscovo.

20 de janeiro de 2022

– Boris Johnson diz que a Rússia está a planear “a maior guerra na Europa desde 1945”.

– A embaixada de Portugal em Kiev apela a todos os portugueses na Ucrânia que ainda não tenham sido contactados que informem com urgência o seu paradeiro.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, anuncia que 40 portugueses já saíram da Ucrânia e que cerca de duas centenas continuam no país.

– A Presidência francesa diz que Putin prometeu a Macron trabalhar com vista a um cessar-fogo no Donbass e garantiu que vai retirar as tropas da Bielorrússia.

Moscovo e Minsk decidem, no entanto, que os militares russos ficam na Bielorrússia, apesar de terem concluído os exercícios conjuntos. A NATO considera a decisão como um indicador de uma ação contra a Ucrânia.

– Paris anuncia que Putin e Biden concordaram “em princípio” com a realização de uma cimeira sobre segurança na Europa que lhes foi proposta por Macron.

21 de fevereiro 2022

– O Kremlin diz que é prematuro falar numa cimeira Putin-Biden.

– A UE adota formalmente uma ajuda de emergência à Ucrânia, de 1.200 milhões de euros.

– A Polónia admite acolher até um milhão de pessoas se houver guerra na vizinha Ucrânia e a Hungria diz temer uma vaga de refugiados. Alemanha e Áustria anunciam preparativos para prestar ajuda humanitária a quem fugir da guerra.

– Exército russo diz ter matado no seu território cinco “sabotadores” oriundos da Ucrânia, mas Kiev nega qualquer ação na Rússia.

– Putin diz que a Rússia enfrenta “uma ameaça grave muito grande” e que o Ocidente utiliza a Ucrânia como “instrumento de confronto” com Moscovo.

– Os líderes das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, no Donbass, pedem a Putin para as reconhecer como Estados independentes.

– A Ucrânia anuncia a morte de dois soldados e um civil em bombardeamentos das forças separatistas na região de Donetsk.

– Putin assina os decretos em que a Rússia reconhece a independência de Donetsk e Lugansk, e ordena ao exército russo que envie uma missão de “manutenção da paz” para aqueles territórios no leste da Ucrânia.

– A decisão é condenada pela generalidade dos países ocidentais, a NATO acusa Moscovo de fabricar um pretexto para invadir a Ucrânia e Kiev pede uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

– António Guterres diz que se trata de uma “violação da integridade territorial e da soberania da Ucrânia”, e que a ação da Rússia “é incompatível com os princípios da Carta das Nações Unidas”, que não é “‘um menu à la carte'”.

– António Costa considera que a decisão russa viola os Acordos de Minsk e manifesta a solidariedade de Portugal para com a Ucrânia.

22 de fevereiro de 2022

– Zelensky pede ao Ocidente “medidas de apoio claras e eficazes”, assegura que os ucranianos “não vão ceder uma única parcela do país” e responsabiliza a Rússia por tudo o que acontecer.

– Numa reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU, a China pede moderação, a Rússia diz que “não quer um banho de sangue no Donbass”, os EUA acham ridículo Putin falar numa “força de manutenção de paz” e a Ucrânia exige que Moscovo anule o reconhecimento dos territórios ucranianos separatistas.

– A decisão de Putin provoca uma queda generalizada das bolsas mundiais, o petróleo ultrapassa os 99 dólares, o valor mais alto desde 2014, e o preço do gás natural aumenta 7%.

– Os parlamentos dos autoproclamados estados de Donetsk e Lugansk ratificam os tratados do seu reconhecimento pela Rússia.

– Zelensky alerta que o reconhecimento de Donetsk e Lugansk visa criar uma base legal para uma nova agressão russa, exige a suspensão imediata do gasoduto russo-alemão Nord Stream 2 e admite um corte de relações diplomáticas com Moscovo.

– Moscovo avisa Kiev de que um corte de relações diplomáticas é “um cenário extremamente indesejável”.

– A China, que também tem um diferendo com o Ocidente por causa de Taiwan, expressa preocupação com a situação e pede contenção, defendendo que “as legítimas preocupações de segurança de qualquer país devem ser respeitadas”.

– Scholz diz que tomou medidas para interromper a certificação do gasoduto Nord Stream 2, numa decisão saudada pela UE e pelos EUA.

– A Rússia assegura que vai continuar a fornecer gás aos países europeus. Outros países exportadores de gás avisam que têm uma capacidade limitada para aumentar rapidamente o fornecimento à Europa.

– O Kremlin clarifica que reconheceu Donetsk e Lugansk com as fronteiras que tinham em 2014, quando proclamaram a independência, o que inclui território entretanto recuperado pela Ucrânia.

– A NATO diz que espera um ataque em larga escala da Rússia na Ucrânia e que colocou a sua força de reação rápida em alerta para defender os países aliados.

– A Ucrânia pede aos aliados ocidentais mais armas para se defender da Rússia e garantias de uma futura adesão à UE.

– Os partidos portugueses condenam a Rússia, à exceção do PCP, que critica a NATO e os EUA.

– UE, EUA e Reino Unido anunciam sanções contra interesses russos.

– Moscovo diz que vai retirar os seus diplomatas de Kiev por as autoridades ucranianas não garantirem a sua segurança.

– Blinken cancela um encontro com Lavrov, agendado para quinta-feira, em Genebra, alegando que deixou de fazer sentido com o “início da invasão”.

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Fonte: NOTICIASAOMINUTO.COM