Adeus ao comandante, quase uma década depois. Pizzi já não mora na Luz

Adeus ao comandante, quase uma década depois. Pizzi já não mora na Luz

A ligação de Pizzi ao Benfica chegou ao fim, na quinta-feira. Quase uma década depois de ter chegado ao Benfica, o médio de 32 anos deixa a Luz de forma definitiva, num cenário anunciado e nada surpreendente. Pizzi acumulou a conquista de 10 títulos ao serviço das águias e tem agora uma nova aventura fora de portas, passando a representar o Al Wahda

Ponto prévio. Sendo mais ou menos consensual, os números de Pizzi no Benfica merecem nota de destaque. Ao fim de nove épocas, o jogador nascido em Bragança contabilizou um saldo total de 360 jogos oficiais, 94 golos marcados.

Iniciamos, por isso, uma pequena viagem ao passado para recordar os capítulos mais importantes da passagem de Pizzi pelo Benfica. 

Da estreia em 2014 à época dourada com Lage 

A 5 de outubro de 2014, Pizzi fez a estreia pelo Benfica depois de duas épocas no futebol espanhol, onde tanto deu nas vistas. O então extremo de 25 anos foi a jogo frente ao Arouca, em duelo da 7.ª jornada da I Liga, entrando em campo a cinco minutos do apito final. A partir daí, a influência de Pizzi foi ganhando cada vez mais força, e, nessa mesma temporada, ultrapassou a barreira dos 30 jogos. Além disso, também amealhou, desde logo, a conquista do campeonato e da Taça da Liga. 

Nesta mesma altura, percebeu-se que o extremo daria lugar a um médio mais completo e eficaz a atuar em zonas interiores do terreno e capaz de ligar os setores, algo que ficou a faltar depois da saída de Enzo Pérez para o Valencia. Foi ganhando estatuto com Jorge Jesus, manteve o rendimento com Rui Vitória, mas foi com Bruno Lage que conseguiu brilhar ao mais alto nível, algo que ficou bem patente no número de golos e assistências. 

“Tive muitas épocas boas. É difícil escolher a que foi melhor. Todas foram muito especiais. Jogar neste clube é uma das coisas mais bonitas para um jogador de futebol. Talvez a época [2018/19] com o míster Rui Vitória e depois com o míster Bruno Lage, em que operámos uma viragem muito boa. Deu-me muito prazer jogar. Começámos mal, tivemos o despedimento do treinador, que nunca é bom para um clube, e com a entrada do míster Bruno Lage foi a viragem, um momento muito importante para mim”, atirou Pizzi, na hora do adeus. 

Reencontro com Jesus terminou da pior maneira 

O regresso de Jesus ao Benfica acabou por coincidir com o pior momento de Pizzi com a camisola das águias. O então titular indiscutível começou a perder tempo de jogo de forma progressiva e no final do ano de 2021 acabou mesmo por ser afastado pelo então treinador do Benfica. A decisão motivou a revolta do plantel e Jesus acabou mesmo por cair. 

No entanto, a saída de Jesus não serviu de mote para o regresso da melhor versão de Pizzi. O médio português acabaria por também deixar a Luz, de forma temporária, apenas dois meses depois para aceitar o convite do Basaksehir e jogar na Turquia. A experiência além-fronteiras ficou longe de ser um sucesso: apenas 10 jogos disputados em solo turco. Pizzi admitiu que a ida para a Turquia acabou por servir de escape perante toda a crise que se instalara no clube encarnado. 

“Saí para me libertar um bocado daquilo que estava a acontecer naquele momento e quando cheguei foi um sentimento muito bom para mim”, confessou Pizzi, aos canais oficiais do Benfica, no momento da despedida. 

Pizzi regressou para a preparação desta nova época, esteve às ordens de Roger Schmidt, mas cedo se percebeu que se aproximava a saída a título definitivo, até porque a ligação contratual com as águias tinha apenas mais um ano de duração. 

Tudo ficou confirmado ontem. Pizzi já vestiu a camisola do Al Wahda e vai passar a ser orientado pelo compatriota Carlos Carvalhal. Na equipa dos Emirados Árabes Unidos vai poder contar com os também portugueses Rúben Canedo, Adrien Silva e Fábio Martins. 

Festejo serve de passagem de testemunho?

No momento do encerrar de ciclo não deixa de ser assinalável que Gonçalo Ramos tenha escolhido festejar como Pizzi no golo que apontou frente ao Newcastle. O jovem avançado das águias aproximou-se das bancadas da Luz e fez precisamente o mesmo gesto que tantas vezes Pizzi fizera naquele mesmo relvado

Depressa se percebeu que era uma homenagem ao agora antigo colega de equipa, que até agradeceu publicamente. Resta saber se até não se tratou de uma passagem de testemunho. 

Os números de Pizzi no Benfica 

Época Jogos Golos Assistências 2021/22 30 2 4 2020/21 49 16 6 2019/20 51 30 19 2018/19 55 15 23 2017/18 45 6 10 2016/17 52 13 11 2015/16 47 8 11 2014/15 31 4 8 Total 360  94 92

Leia Também: “Eu amo o Benfica”: As imagens da despedida de Pizzi

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Fonte: NOTICIASAOMINUTO.COM