Nick Beer/Adobe StockSistema start-stop desliga automaticamente o motor em paradas curtas para reduzir consumo e emissões
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a EPA, anunciou a eliminação do chamado “crédito off-cycle” concedido às montadoras que equipam seus veículos com o sistema start-stop, tecnologia que desliga o motor em paradas curtas e o religa automaticamente ao acelerar. A decisão foi divulgada em comunicado oficial da agência e faz parte de um pacote mais amplo de revisão das regras ambientais para o setor automotivo.
O anúncio foi feito com respaldo político do presidente Donald Trump, que defende a flexibilização de normas ambientais e a revisão de mecanismos que, segundo ele, impõem custos adicionais à indústria e incômodos aos consumidores.
O que muda com a decisão da EPA
O sistema start-stop não está sendo proibido. O que muda é o fim do benefício regulatório concedido às fabricantes que utilizavam a tecnologia para melhorar seus índices oficiais de eficiência e emissões.
Até então, as montadoras podiam contabilizar reduções de consumo proporcionadas pelo start-stop como crédito adicional no cumprimento das metas ambientais federais. Com a eliminação desse mecanismo, o equipamento deixa de gerar vantagem regulatória no cálculo das metas de emissões e economia de combustível.
Na prática, isso pode reduzir o incentivo para que as fabricantes mantenham o sistema em modelos nos quais o ganho técnico seja marginal ou a aceitação do consumidor seja baixa. Ainda assim, a adoção ou não do start-stop continuará sendo uma decisão comercial de cada empresa.
O posicionamento de Trump
Durante a divulgação da medida, Trump associou o sistema a uma experiência negativa para parte dos consumidores e reforçou o discurso de desregulamentação. Segundo o presidente, trata-se de eliminar regras que, em sua visão, não entregam benefícios proporcionais ao impacto gerado.
Trump afirmou que o sistema é “quase universalmente odiado” por motoristas e que a revisão das normas busca devolver às montadoras e aos consumidores maior liberdade de escolha. A fala se insere na estratégia mais ampla do governo de rever exigências ambientais consideradas excessivas pela atual administração.
A medida já está valendo ou ainda é proposta?
O comunicado da EPA apresenta a decisão como ação formal do órgão, sob liderança do administrador Lee Zeldin. No entanto, como toda alteração regulatória federal nos Estados Unidos, a mudança segue o rito administrativo padrão, que inclui publicação oficial no registro federal e definição de data de vigência.
Isso significa que o crédito foi oficialmente eliminado pela agência, mas a aplicação prática depende da formalização completa da regra dentro do processo regulatório. A medida integra um pacote mais amplo de revisões ambientais que pode ainda enfrentar questionamentos técnicos ou jurídicos.
Fonte: CARROS.IG.COM.BR

