Gerada por IAIlustração mostra SUV em rodovia litorânea, exemplo de utilitário esportivo com centro de gravidade elevado
Os SUVs registram taxa de envolvimento em capotamentos de 10,3%, enquanto carros de passeio apresentam índice de 3,4%, segundo monitoramento da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), órgão federal de segurança viária dos Estados Unidos.
A diferença está diretamente ligada ao centro de gravidade mais elevado dos utilitários esportivos. Quanto mais alto o veículo, maior a transferência lateral de peso em manobras bruscas, aumentando a probabilidade de tombamento.
Estrutura reforçada pode dificultar fuga
Além da maior propensão ao capotamento, dados do Estudo Especial sobre Capotamentos da NHTSA, que analisou 328 casos fatais, indicam que o esmagamento do teto ultrapassou 25 centímetros em mais de 60% dos acidentes.
Esse nível de deformação estrutural compromete não apenas a integridade do habitáculo, mas também o funcionamento das portas. Segundo os dados, a força do impacto pode torcer molduras, travas internas e dificultar a abertura após o acidente.
Mesmo com a adoção de airbags laterais de cortina e sensores de capotamento, tecnologias que reduziram as ejeções em cerca de 70% em comparação com veículos sem esses sistemas, aproximadamente 40% dos ocupantes em capotamentos ainda são ejetados, principalmente pelas janelas.
O fator físico do SUV
O mesmo centro de gravidade alto que amplia o risco de tombamento também aumenta a energia envolvida no impacto contra o solo. Em capotamentos, veículos mais altos sofrem maior distância de queda e maior carga de compressão sobre o teto.
A NHTSA aponta que o controle eletrônico de estabilidade, obrigatório nos Estados Unidos desde 2012, reduziu significativamente a ocorrência de capotamentos. Atualmente, a tecnologia está presente em ampla maioria da frota leve norte-americana.
No entanto, os sistemas eletrônicos atuam principalmente na prevenção do tombamento. Quando o capotamento ocorre, o desempenho estrutural da carroceria e a integridade das portas tornam-se determinantes para a sobrevivência dos ocupantes.
Popularização amplia impacto estatístico
Com SUVs representando a maior parte das vendas de veículos leves nos Estados Unidos, o peso estatístico desse tipo de carroceria nos registros de capotamento aumentou.
Os dados da NHTSA indicam que o risco estrutural está ligado às características físicas do veículo, especialmente altura e distribuição de massa, fatores que continuam influenciando os índices de tombamento mesmo com a evolução dos sistemas de assistência à condução.
Fonte: CARROS.IG.COM.BR

