Eduardo RochaA dinâmica do Prelude
Além da potência
Honda Prelude, que está vindo para o Brasil, honra na pista a tradição da marca
por Marco Angel Robles Rodriguez
Autocosmos.com/México
Exclusivo no Brasil para Auto Press
As estimativas são de que o Honda Prelude custe no Brasil acima de R$ 400 mil – um pouco menos que o Type R. E este preço pode muito bem espantar a freguesia quando o modelo desembarcar por aqui, provavelmente no segundo semestre de 2026. Afinal, trata-se de um carro com um motor 2.0 de ciclo Atkinson com potência e torque combinados de 203 cv e 32,1 kgfm. Esses números eram muito impressionantes alguns anos atrás, mas agora são quase corriqueiros, ainda mais em híbridos. Mas o fato é que potência não é tudo. O Prelude é um carro de excelência, com uma eletrônica de alto nível, um chassi muito bem estruturado e a suspensão do Civic Type R.
Em 2023, a Honda agitou o mercado com o anúncio do retorno do Prelude. Embora o modelo só tenha sido importado para o Brasil entre 1992 e 1995, em diversos outros mercados, ele teve cinco gerações entre 1978 e 2001 e forjou uma importante legião de seguidores, que apreciam as sensações de um carro esportivo leve e ágil, bem ao estilo japonês. Nesse retorno, o Prelude aproveita o melhor da tecnologia híbrida da Honda, com um chassi grande e eletrônica bem configurada, para criar um carro que pode ser confortável e eficiente para o dia a dia e esportivo para ser desfrutado na estrada.
Por fora, a carroceria traz uma configuração esperada para um cupê GT: capô longo e pontiagudo, colunas dianteiras inclinadas em direção ao eixo traseiro, caimento do teto dramático e porta-malas muito curto. A silhueta lembra a de um Porsche 911, mas com dimensões mais avantajadas. E por conta das dimensões, tem um acesso mais fácil ao interior. Já o acesso ao porta-malas de 330 litros se dá por uma prática tampa do tipo liftback.
O Prelude tem 1,30 m de altura e 4,30 m de comprimento, 1,79 m de largura. O entre-eixos foi encurtado para 2,58 m para favorecer o desempenho nas curvas, mas acabou reduzindo muito o espaço no banco traseiro, fazendo do Prelude um autêntico 2+2. As rodas de alumínio têm 19 polegadas e montam pneus 235/40R19. O visual geral não é marcado por ousadia, mas traz claramente a personalidade da marca, a assinatura em led acima dos faróis, que ficam discretamente embutidos no para-choque pontudo.
No interior, o visual é bem comportado, com muitos elementos do atual Civic, acompanhados por dois enormes bancos esportivos assimétricos, nos quais os painéis laterais do banco do motorista são mais rígidos para dar maior suporte, enquanto o banco do passageiro é mais macio, buscando conforto. Na unidade testada, ambos eram estofados em couro eram em duas cores, com costuras aparentes. Já o banco traseiro é realmente para crianças pequenas ou pets. Um adulto não vai encontrar espaço para a cabeça, por conta da queda acentuada do teto.
Impressões ao dirigir
Testes em sequência
Na apresentação do Prelude, a Honda propôs algumas avaliações bem específicas. O primeiro teste foi de manobrabilidade, com trechos em um estreito corredor de cones para que o esportivo exibisse quão rápido a direção responde e quão bem o motor elétrico funciona para ter acelerações rápidas, valendo-se de sua capacidade de contornar curvas por conta da curta distância de giro.
Na sequência, foi a hora de encarar o Teste de Alce – simulando o desvio de um obstáculo inesperado com uma guinada repentina, sem frenagem. Só que feito sobre uma laje de concreto lisa e molhada. Depois disso, foi a vez de encarar um slalom, seguido de uma pequena aceleração, uma curva apertada e um longo trecho de pé embaixo.
O próximo foi um teste de frenagem, com pressão total no pedal logo antes de entrar em uma curva. Com asfalto molhado. Este exercício foi realizado em três dos quatro modos de condução, com programação S+ Shift, que permite usar o paddle shift, que simula mudanças de marcha através da ação do motor elétrico que traciona as rodas e substitui o câmbio.
A transmissão tem uma única marcha e é semelhante à usada no Civic e:HEV. Para simular as marchas, o sistema provoca pequenos cortes na injeção para gerar queda nas rotações e criar a sensação de uma transmissão de dupla embreagem. Quando esse programa não está em uso, os freios físicos funcionam como seletores para a intensidade da frenagem regenerativa, que é escalonada em seis níveis.
Vale ressaltar que a boa afinação entre chassi, suspensão dianteira, herdada do Type R, e a suspensão traseira multilink, além da distribuição do peso, proporciona um carro com muito boa dinâmica em qualquer modo de condução, sem nunca transmitir vibrações ou movimentos estranhos. No geral, o Prelude se mostrou um carro funcional para uso diário, com ótimos acabamentos e um trem de força híbrido, que promete fazer até 22 km/l de gasolina no ciclo misto.
The post A dinâmica do Prelude appeared first on MotorDream.
Fonte: CARROS.IG.COM.BR

