Utopia: A crise hídrica que se instalou em Espigão do Oeste está longe de ser normalizada

Utopia: A crise hídrica que se instalou em Espigão do Oeste está longe de ser normalizada

A décadas o rio Palmeira padece pela degradação e, nenhuma medida foi tomada para conter esses ataques por parte da população.

Precisou a Caerd vim a público e avisar que estava interrompendo o fornecimento de água potável a mais de 25 mil habitantes para que a sociedade acordasse para a situação terminal do “velho rio Palmeira” que a anos mantem a sua faina que é a de lutar para não desaparecer.

A cidade cresceu, a demanda aumentou e o rio Palmeira entrou em colapso. Todo esse enredo era previsível, mas a Caerd que é a detentora da concessão para explorar o rio não tomou providencias, não buscou ajuda para tentar reverter essa caminhada rumo ao caos.

A sociedade que a décadas vem sendo lembrada por tímidas campanhas na sua maioria feita por cidadãos voluntários que antevendo o trágico final do rio Palmeira se levantaram na tentativa de mudar o rumo dessa história, mas infelizmente nunca obtiveram créditos em suas tentativas.

Mesmo com as afirmações de que em breve o Palmeira poderia se transformar em um “Rio Perene”, foi suficiente para chamar a atenção de uma sociedade descrente e de poderes públicos displicentes na sua atuação prevista.

“Foi preciso que o velho rio Palmeira sofresse uma convulsão, deixasse de respirar para que a sociedade civil organizada e os poderes públicos constituídos acordassem do seu longo sono letárgico para a triste realidade que hoje se desenha a nossa frente”

E agora Jose? Vamos fazer a transposição das águas do Melgaço, vamos construir um reservatório ou vamos realmente desenvolver um projeto sério de recuperação de toda a bacia hidrográfica do velho Palmeira e lhe devolver a vida.

São perguntas que ainda não se tem respostas assim como não temos mais tempo para reverter a crise hídrica que se instalou no município e acreditem ela veio para ficar, vai estar presente por um bom tempo em nossas mentes e também nas nossas torneiras.

Daqui por diante vamos ter que aprender a conviver com ela, a cada estiagem ela vai se fazer presente até que um dos projetos acima citados venha a ser implantado e comece a funcionar, mas ledo engano pelo otimismo imediatista, resultados somente a médio longo prazo.

Aos cidadãos agora cabe se conscientizarem que o “velho Palmeira” acaba de dar entrada na UTI, e a sua recuperação vai ser muito lenta e trabalhosa. A vida do rio Palmeira a partir de agora depende do Poder Público e da sociedade civil organizada trabalharem juntos, focados em um só objetivo: buscar a sua cura do “Velho Palmeira”.

Autor: Luizinho Carvalho/Jornalista/Sociólogo
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