Johnny Depp é acusado de plagiar homem preso em música com Jeff Beck

Vanessa Monteiro Johnny Depp

Johnny Depp está sendo acusado de plágio na em uma das músicas de “18”, projeto em colaboração com o Jeff Beck. O documentarista e foclorista Bruce Jackson afirmou em uma entrevista à revista Rolling Stone, que a letra da canção foi tirada de um discurso de Slim Wilson, um ex-detento da Penitenciária Estadual do Missouri nos anos 70. 

Em 1960, o documentarista fazia um trabalho registrando as experiências de presos americanos. Foi aí que conheceu Wilson, em 1964, quando ele cumpria pena pelo crime de assalto à mão armada.

Jackson contou que os dois fizeram uma parceria, mostrando de “forma selvagem, engraçada e obscena a narrativa de poesia folclórica negra” de Wilson. Deste modo, eles reuniram diversos brindes, um deles era o do presidiário Hobo Ben, em um álbum lançado em em1974, “Get Your Ass in the Water and Swim Like Me”. 

Depp e Beck lançaram o disco “18”, em julho, com diversos covers e duas músicas originais. Uma delas é “Sad Motherf***in’ Parade”. A letra tem versos como “Sou maltrapilho, eu sei, mas não tenho fedor”, “Deus abençoe a senhora que vai me pagar uma bebida” e “O que esse filho da mãe realmente precisa, criança, é um banho”. 

O texto do brinde de Hobo Ben é bem parecido com a letra: “‘Senhoras de cultura e beleza tão refinadas, há uma entre vocês que me daria vinho? Estou esfarrapado, eu seimas eu não tenho fedor e Deus abençoe a senhora que vai me pagar uma bebida”, seguido de “Hattie de quadris pesados virou-se para Nadine com uma risada e disse ”O que aquele filho da mãe fedido realmente precisa, criança, é de um banho.'”

No entrevista, Jackson falou: “As únicas frases que pude encontrar em toda a letra que [Depp e Beck] contribuíram são ‘big time motherfucker’ e ‘bust it down to my level’. Todo o resto é da performance de Slim no meu livro. Eu nunca encontrei nada assim, eu tenho publicado coisas por 50 anos e esta é a primeira vez que alguém simplesmente rasgou algo e colocou seu próprio nome nela”.

Ao site American Songwriter, o filho de Jackson, que também é o advogado de música e propriedade intelectual Michael Lee Jackson, disse que as metras não estão creditada como deveriam:“Eles não refletem a autoria real dessas letras”. 

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“Não é plausível, na minha opinião, que Johnny Depp ou qualquer outra pessoa possa ter se sentado e criado essas letras sem quase totalmente tirá-las de alguma versão da gravação do meu pai e/ou livro onde elas apareceram”, concluiu o profissional.



Fonte: GENTE.IG.COM.BR