Fagner Vilela/iGMarquês de Sapucaí
O Carnaval do Rio de Janeiro chegou ao fim na noite desta terça-feira (18). As escolas Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Salgueiro, brilharam na terceira noite e encerramento dos festejos carnavalescos cariocas.
A primeira a pisar na Sapucaí foi o Paraíso do Tuiuti, que apresentou o enredo “Lonã Ifá Lukumi”. Com as cores azul e amarelo, a escola propôs uma viagem pela tradição iorubá, abordando a origem do axé e do oráculo de Ifá, ligado a Orunmilá, considerado guardião do destino.
A narrativa passa pela formação desse saber sagrado em Ilé Ifé, sua disseminação pelo continente africano e a travessia forçada pelo Atlântico. O desfile também destaca a consolidação da cultura lucumí em Cuba, a resistência à escravidão e a formação da Santería como estratégia de preservação religiosa.
Já a Unidos de Vila Isabel chegou à Marquês de Sapucaí em 2026e contou a história que pulsa no coração do samba e da cultura brasileira. Com o enredo “O Sonho Africano de um Gênio Brasileiro”, a escola celebrou a força criadora de Heitor dos Prazeres, sambista, compositor e pintor que ajudou a desenhar a alma do Rio de Janeiro e a identidade do próprio Carnaval.
A escola teve uma intercorrência. Durante o posicionamento do seu último carro alegórico que quase não passou pelo viaduto e a agremiação precisou quebrar o mastro de apoio do destaque para conseguir seguir.
A Acadêmicos do Grande Rio veio com um desfile que sacudiu as estruturas e consciências. Com o enredo “A Lama que Gerou uma Revolução Musical”, a escola transforma o mangue em símbolo de potência criadora, ritmo em revolução e a periferia em centro irradiador de cultura, identidade e futuro.
O Acadêmicos do Salgueiro encerrou os desfiles do Carnaval 2026 com um tributo à mulher que transformou a avenida em livro aberto, palco de sonhos e território da imaginação. Com o enredo “A Professora que Reinventou o Carnaval”, a escola reverencia a trajetória e o universo criativo de Rosa Magalhães, responsável por revolucionar a narrativa visual e simbólica dos desfiles na Marquês de Sapucaí.
Em vez de seguir uma biografia linear, o Salgueiro propôs um reencontro afetivo com a obra da homenageada. A Avenida se transformou em uma grande biblioteca viva, onde livros viram portais, personagens saltam das páginas e memórias ganham corpo em fantasia, luz e movimento.
Fonte: GENTE.IG.COM.BR

