Reprodução/GloboplayMPF processa Globo em milhões de reais
O Ministério Público Federal em Minas Gerais entrou em ação essa semana contra a TV Globo. O MPF processou a emissora pela pronúncia errada da palavra ‘recorde’. De acordo com as informações publicadas, a ação civil pública foi movida pelo procurador Cléber Eustáquio Neves, que está pedindo uma multa de R$ 10 milhões.
Conforme os detalhes divulgados pela coluna ‘Outro Canal’, do F5, o procurador afirma que a situação está causando um ‘efeito manada’ na população. Sendo assim, na petição inicial, o profissional alega que repórteres e apresentadores do canal têm adotado a pronúncia errada da palavra, fazendo com que telespectadores sejam levados a pronunciar o termo de forma incorreta.
“A palavra ‘recorde’ é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: reCORde. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de”, declarou o procurador, que adicionou vídeos do Jornal Nacional, do Globo Esporte e do Globo Rural para comprovar seu ponto.
Além disso, o procurador responsável destaca que a Globo, por ser uma concessão pública de grande alcance, precisa zelar pela norma culta da língua portuguesa. Ainda no processo, ele diz que a insistência no erro induz milhões de brasileiros ao equívoco, o que pode prejudicar o patrimônio cultural e educacional do país.
Procurador fala sobre processo contra Globo
“A Globo atua como um braço do Estado na difusão de informações, portanto, a utilização da norma culta da língua portuguesa não é uma opção estética, mas um modelo de qualidade e eficiência administrativa. Quando uma concessionária de alcance nacional propaga, de forma reiterada e sistemática, um erro de pronúncia, conhecido por erro de prosódia, ela viola o direito difuso da sociedade a ter acesso a uma programação com finalidade educativa e informativa”, reforçou Neves.
Além da multa de R$ 10 milhões por “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”, o MPF-MG também pede uma retificação em rede nacional a respeito da palavra “recorde” em telejornais e programas esportivos da emissora.
Vale destacar que, até o momento, a Globo ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação. Contudo, o processo vem dividindo linguistas e as mais diversas opiniões nas redes sociais. Enquanto a grande maioria acredita ser um processo infundado, já que a língua portuguesa é diversa e plural, uma parte menor apoia o procurador de Minas Gerais.
Fonte: GENTE.IG.COM.BR

