Opinião: Fora o baile – 2021, o ano do Galo

Divulgação/Atlético-MG Atlético-MG pode surpreender em 2021

O ano de 2021 promete para o torcedor do Clube Atlético Mineiro. Classificação para a fase de grupos da Copa Libertadores, contratações de grandes jogadores, elenco recheado de opções e  o retorno de Cuca, comandante da conquista da América em 2013. É difícil para a torcida não se empolgar com esse turbilhão de notícias boas.


A terceira colocação no Campeonato Brasileiro de 2020 não desceu legal para o Galo. Jorge Sampaoli chegou em março do mesmo ano e, como na maioria dos clubes em que inicia um trabalho, apresentou uma extensa lista de reforços para a diretoria do Atlético. Boa parte dos pedidos foram atendidos, totalizando cerca de R$ 193,7 milhões investidos.

Nessa lista, chegaram bons jogadores que ajudaram a mudar o patamar do clube, como Keno, Junior Alonso, Zaracho,  Vargas, Alan Franco e por último, que só estreou nessa temporada, Nacho Fernández. Outros não tiveram tanto sorte ou não foram bem selecionados, como Sasha, Everson, Léo Sena e Bueno, sendo os dois últimos atletas citados pedidos de Sampaoli que praticamente não foram utilizados.

A crítica pode – e deve – existir pelo argentino decepcionar nas copas e oscilar em partidas de maneira que tirassem o Galo da disputa do título do Brasileirão. Mas uma coisa é certa, os jogadores que chegaram podem render e muito para essa temporada.

Investimento

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Para 2021, o Galo tem um orçamento de R$ 401 milhões de receita, superando os R$ 308,7 milhões do orçamento de 2020, onde R$ 60 milhões serão destinados a aquisição de direitos econômicos de novos atletas. Boa parte da receita anual será também para quitar pendências financeiras, empréstimos e débitos a clubes nacionais, limpando o nome da instituição e se livrando de possíveis punições que prejudiquem o projeto.

Além do mais, o Atlético possuí como principal investidor Ruben Menin, fundador da construtora MRV, atleticano doente — que visa a construção de uma arena, a manutenção de um elenco forte e, claro, troféus, consolidado o Galo como uma verdadeira potência do cenário nacional.

Reforços

Atletas como Hulk e Nacho Fernández elevam o nível de qualidade de uma equipe. Fazem com que o time pela qual jogam subam na prateleira, ganhando destaque e mídia pelo que já apresentaram um dia. Cuca tem a grata missão de rodar esse elenco, sem que o ritmo caia e ninguém sinta que está sendo deixado de lado, algo que pode ser perigoso para a temporada. Todos devem estar em sincronia.

Em cinco jogos nesse início de temporada, o Galo venceu todos, marcando 15 gols e sofrendo apenas dois. O começo agrada, mesmo que seja o Campeonato Mineiro, onde o nível é inferior. Com a nova paralisação do futebol por conta do aumento de casos do novo coronavírus, resta saber se os comandados de Cuca – inclusive o próprio treinador – manterão o ritmo durante a temporada. O torcedor do Atlético quer títulos, não só do Mineiro, mas de competições grandes. O Galo chegou para ficar, e o projeto da diretoria mostra um futuro interessante pela frente.

E, olha, é bom ficar de olho em jovens como Calebe e Júlio César, crias do Galo que podem surpreender futuramente.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não sendo, necessariamente, a do IG Esportes

Fonte: ESPORTE.IG.COM.BR