Torcedor usa sinalizador que vitimou jovem em jogo do Corinthians

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O último clássico entre River Plate e Boca, no final de março, pelo Campeonato Argentino, foi marcado por uma série de episódios de violência entre os torcedores, porém, um deles chamou a atenção.

Dois sinalizadores náuticos, os mesmo que vitimaram o jovem Kevin Espada, em uma partida do Corinthians na Libertadores de 2013, foram lançados por um torcedor do River contra uma facção rival.

O responsável pela ação foi Sebastián Alberto Sohar Tejada, membro da torcida organizadas do River Plate “Los Borrachos del Tablón”, que é chefiada por Caverna Godoy. Ele foi identificado por meio de câmeras do clube e de um drone da Polícia. 

Diante da identificação, o torcedor teve sua casa invadida por policiais em busca de mais provas do seu envolvimento. Segundo informações das autoridades, Tejada será acusado de tentativa de homicídio, resistência à autoridade e associação ilícita. Da mesma forma, ele, que não foi preso, deve comparecer ao Ministério Público.

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O artefato foi utilizado no início do segundo tempo e partiu da arquibancada Sívori Alta, setor do Monumental que nos últimos jogos voltou a ser ocupado pelos Borrachos del Tablón. Os sinalizadores foram atirados em direção à tribuna do Centenário Alta, arquibancada popular que é o território da facção dissidente La Banda del Oeste, que há muito tem uma disputa de poder com a facção oficial. Por sorte, ninguém saiu ferido.

Em 2013, um torcedor do Corinthians disparou um sinalizador náutico que matou o garoto Kevin Espada, de 14 anos, no Estádio Jesús Bermudez, em Oruro, na Bolívia.

Estima-se que o artefato tenha atingido o garoto em seu rosto a uma velocidade superior a 300 km/h, provocando morte instantânea. 12 torcedores do Corinthians chegaram a ser presos e depois foram liberados. Cinco dias depois, um jovem de 17 anos confessou ter sido o autor do disparo do sinalizador, segundo ele ocorrido de maneira acidental.

De uso obrigatório para embarcações, o sinalizador também é utilizado por pessoas que fazem trilhas, devido ao longo alcance e à facilidade de manuseio, porque entra em combustão sem a necessidade do uso de fogo. No Brasil, o produto tem que ser aprovado pelo Ministério da Defesa

Fonte: ESPORTE.IG.COM.BR