Reprodução/FerrariLewis Hamilton viveu temporada de pesadelos em 2025
A Ferrari vai começar a temporada 2026 com uma mudança sensível na comunicação do carro 44. Lewis Hamilton não seguirá com o mesmo engenheiro de corrida: Riccardo Adami foi deslocado para outra função dentro da escuderia.
A troca mexe num dos pontos mais delicados da Fórmula 1 moderna, o canal direto entre piloto e pit wall. E acontece depois de um 2025 descrito como turbulento na relação da dupla, com atritos públicos em mensagens de rádio e necessidade constante de “ajuste fino” no entendimento.
O que a Ferrari mudou e o que falta definir
A confirmação veio com o anúncio de que Adami assumirá um novo posto ligado à Academia de Pilotos e ao programa de testes com carros de temporadas anteriores. Na prática, ele deixa a função de engenheiro de corrida de Hamilton após apenas um ano trabalhando ao lado do britânico.
O nome do substituto ainda não foi divulgado. A equipe indicou que a definição virá mais adiante, num momento em que as estruturas de pista já estão sendo ajustadas para um campeonato que inaugura um novo ciclo técnico na categoria.
Por que a relação com Adami entrou em pauta
A troca não nasce do nada. Ao longo de 2025, a comunicação de Hamilton com Adami foi tema recorrente, com diálogos mais ríspidos pelo rádio em diferentes fins de semana, algo que chamou atenção porque o britânico ficou conhecido, por anos, pela sintonia com Peter “Bono” Bonnington na Mercedes.
Hamilton chegou a minimizar o desgaste em declarações públicas, tratando as divergências como parte normal do trabalho em alto nível. Ainda assim, a temporada acabou com números que aumentaram a pressão por mudanças: Hamilton terminou sem pódios, enquanto Charles Leclerc conseguiu levar a Ferrari ao top 3 em corridas.
O peso do engenheiro de corrida em um ano de virada
Mais do que “voz no rádio”, o engenheiro é o interlocutor que traduz estratégia, leitura de pista e ajustes de carro em tempo real. Quando esse encaixe não flui, pequenos ruídos viram tempo perdido, e tempo perdido vira posição na pista.
A mudança também aparece às vésperas de um campeonato que abre uma nova era técnica na F1, com regulamentos revisados e expectativas de reembaralhar forças. Em cenários assim, a confiança entre piloto e equipe costuma ser tratada como item de performance, não só de convivência.
Fonte: ESPORTE.IG.COM.BR

