Reprodução / @pinheiiirooLucas Pinheiro Braathen é um dos brasileiros nos Jogos Olímpicos de Inverno
Na 25ª edição das Olimpíadas de Inverno, sediada neste ano em Milão-Cortina, na Itália, e que será realizada de 6 a 22 de fevereiro — Globo, SporTV e CazéTV transmitem —, o Brasil tem sua melhor chance de vencer a primeira medalha da história. A esperança está no esquiador alpino Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, vice-líder do ranking mundial nas modalidades slalom e slalom gigante. Saiba mais sobre ele.
Filho de pai norueguês e mãe brasileira, Lucas vem em uma das melhores temporadas na carreira, feito considerável para quem já faturou o título geral da Copa do Mundo de Slalom. Desde 2025, ele já subiu no pódio em cinco etapas do campeonato, e tem boas chances de conquistar o bicampeonato, que seria o primeiro representando o Brasil.
Início no esporte
Nascido em Oslo, capital da Noruega, Lucas morou no país até os três anos, quando se mudou para o Brasil após a separação dos pais. Ainda na infância, retornou à Europa, mas sempre manteve o vínculo com a ascendência materna. Ele chegou a afirmar, na infância, que ficaria doente se esquiasse, já que gostava muito das praias e do clima brasileiros.
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Pouco depois, Lucas se interessou pelo esqui alpino e começou a praticar o esporte. Os resultados não demoraram a vir: ele foi campeão do Campeonato Norueguês de Esqui Alpino Juvenil aos 17 anos, e, no ano seguinte, foi vice-campeão nacional já entre os profissionais, o que rendeu sua primeira convocação para a seleção da Noruega.
Aos 18 anos, foi campeão da Copa do Mundo de Slalom — modalidade em que os esquiadores precisam desviar de obstáculos em um percurso da descida — ao faturar sete medalhas nas etapas do circuito, incluindo três de ouro, na temporada 2022/23.
Brasil como nova casa
O triunfo, no entanto, foi seguido de um rompimento: Lucas chocou o mundo do esqui alpino ao anunciar a aposentadoria após o título mundial, mas um ano depois comunicou que retornaria às pistas, agora pela seleção brasileira, após um processo de naturalização.
Desde então, ele trabalhou intensamente para voltar ao topo de sua modalidade, e está próximo de atingir a meta, já que atualmente ocupa o segundo lugar do ranking da FIS (Federação Internacional de Esqui e Snowboard, na sigla em inglês).
Regularidade e pódios
A conquista é resultado de uma sequência de bons desempenhos do brasileiro. Na Copa do Mundo de Slalom, ele participou de 14 das 16 etapas e só ficou fora do top-10 uma vez, na corrida de Super G nos EUA, uma modalidade que não é de sua especialidade e por isso não competia desde 2023.
Na temporada, Lucas terminou entre os cinco mais rápidos nas últimas nove provas, e subiu no pódio em cinco ocasiões: são quatro medalhas de prata (Alta Badia-ITA, Adelboden e Wengen-SUI, e em Schladming, na Áustria, no último final de semana) e uma de ouro, conquistada em novembro na cidade de Levi, na Finlândia.
Na última prova, na quarta-feira (28), Lucas terminou na quarta colocação e agora passará a voltar as atenções completamente para Milão-Cortina, que marca a 10ª participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno. Ele poderá ultrapassar o melhor desempenho brasileiro na competição: o nono lugar de Isabel Clark, em Turim-2006, no snowboard cross.
Fonte: ESPORTE.IG.COM.BR

