RJ: ONU pede investigação imparcial ao repudiar ação policial com 25 mortes

 ONU busca investigação imparcial de ação policial que resultou em 25 mortes Reprodução/redes sociais ONU busca investigação imparcial de ação policial que resultou em 25 mortes

A Organização das Nações Unidas (ONU), através do seu Alto Comissariado dos Direitos Humanos, condenou a brutalidade e a violência policial ao comentar sobre a operação que ocorreu no JacarezinhoZona Norte do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (07) e resultou na morte de 25 pessoas. As informações são do jornalista Jamil Chade .

O porta-voz do órgão, Ruppert Colville, concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta sexta (07) e disse estar “profundamente perturbado” com os óbitos que ocorreram. De acordo com ele, essa é uma confirmação da tendência de que os agentes policiais atuam utilizando o uso excessivo da força.

Embora a operação realizada pela polícia tenha resultado em 25 mortes na favela do Jacarezinho, o governo estadual classificou que a ação foi toda orientada com “inteligÇencia e investigação”. A Anistia Internacional, o Humans Right Watch e a Comissão Arns – grupos estrangeiros que atuam na área de direitos humanos – argumentaram que a ação reflete a violênia policial presente no Brasil.

“Esse parece ser a operação mais letal em mais de uma década no Rio e confirma uma tendência de uso da força desnecessária e desproporcional por parte da polícia nas regiões pobres, marginalizadas e predominantemente com uma população afro-brasileira, conhecidas como favelas”, disse Colville ao ressaltar que o número de feridos pela atuação da policia é desconhecido.

A ONU também classifica como “especialmente perturbador” que o episódio tenha acontecido após a decisão do Supremo Tribunal Federal, em 2020, que limitou as ações policiais nas regiões de alta vunlerabilidade – como as favelas – enquanto a pandemia da covid-19 perdurasse.


“Relembramos às autoridades brasileiras que o uso da violência deve ser usado apenas quando estritamente necessário e que deve sempre respeitar o princípio da legalidade, precaução e proporcionalidade. A força letal apenas para ser usada como último recurso e quando há uma ameaça à vida ou dano sério”, finalizou Ruppert.

Fonte: ULTIMOSEGUNDO.IG.COM.BR