Decreto altera estrutura do Itamaraty e muda abordagem sobre clima

Divulgação/ MRE Decreto altera estrutura do Itamaraty e muda abordagem sobre clima

Um decreto do presidente Jair Bolsonaro, publicado no Diário Oficial desta sexta-feira, revê uma série de medidas tomadas pelo ex-chanceler Ernesto Araújo na estrutura do Itamaraty, no início do governo. Entre os ajustes, está o fortalecimento da área ambiental, com a volta da Divisão do Clima, tema que passou a exigir um esforço cada vez maior do governo tanto internamente como em fóruns internacionais. As mudanças começaram a ser preparadas assim que Carlos França assumiu a pasta, conforme O GLOBO antecipou em agosto de 2021.

Segundo fontes, vários fatores levaram o governo a reforçar um setor voltado para o aquecimento global, como a melhora da imagem do Brasil no exterior e um enfoque maior a mais um ponto em favor da candidatura brasileira a uma vaga na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em uma disputa com Argentina, Peru, Romênia, Bulgária e Croácia.  O organismo deixou claro que a redução do desmatamento na Amazônia e a preservação da biodiversidade são critérios importantes a serem cumpridos. 

Em janeiro de 2019, um outro decreto presidencial extinguiu a Subsecretaria de Meio Ambiente, Energia e Ciência e Tecnologia. Os temas passaram a fazer parte da Secretaria de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania, que passou a se chamar Secretaria de Assuntos Multilaterais Políticos e que terá sob seu comando divisões não apenas para o clima, mas também para o desenvolvimento sustentável. O embaixador Paulino Franco continua à frente do órgão.

Sob o comando da Secretaria de Assuntos Multilaterais Políticos, estão mantidos temas relacionados a defesa, assuntos estratégicos, desarmamentos e temas sociais.  Com o decreto desta sexta-feira, sai da nova secretaria a área de assuntos consulares, que agora é oficialmente chefiada pelo embaixador Leonardo Gorgulho. As duas áreas haviam sido fundidas pelo ex-chanceler.

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Na nova estrutura desenhada pelo chanceler Carlos França, a área econômica ganhou um departamento focado em temas financeiros e economia internacional, para lidar com o G20 (grupo formado pelas 20 maiores economias do mundo, inclusive o Brasil) e a OCDE. O Brics passou a ser tratado pela Secretaria de Ásia. 

Outra novidade ocorre no Departamento Cultural. A área foi transformada no Instituto Guimarães Rosa. 

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Fonte: ULTIMOSEGUNDO.IG.COM.BR