Números refletem o crescimento sustentável da pecuária e o avanço da inspeção sanitária no estado.
O abate de bovinos em Rondônia alcançou um marco histórico em 2025, consolidando o estado como uma referência nacional na produção de proteína animal. Segundo dados recentes da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron), foram abatidos cerca de 3,5 milhões de animais ao longo do ano passado — um salto expressivo em comparação com os 2,5 milhões registrados em 2018.
Esse crescimento contínuo, impulsionado especialmente a partir de 2023, quando o volume de abates ultrapassou 3 milhões de cabeças, reforça a força da cadeia produtiva da carne bovina no estado. A expansão é atribuída a uma combinação de fatores como investimentos privados em infraestrutura e tecnologia, além do rigor nas ações de fiscalização sanitária promovidas pela Idaron.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o bom desempenho do setor pecuário é resultado direto do comprometimento dos produtores com as normas sanitárias e do trabalho integrado entre o poder público e a iniciativa privada. “É uma conquista que mostra o potencial de Rondônia e a seriedade com que tratamos a saúde animal e a qualidade dos nossos produtos”, declarou.
Um dos fatores decisivos para esse avanço foi a adesão de Rondônia ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), que permite que os produtos inspecionados no estado possam ser comercializados em todo o Brasil. Antes, essa autorização era limitada aos sistemas de inspeção estadual e municipal (SIE e SIM). Com isso, os frigoríficos locais ampliaram suas operações, o que também beneficiou diretamente os produtores rurais.
O presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, destacou que a integração ao SISBI-POA trouxe um novo fôlego para o setor. “A possibilidade de atingir mercados em todo o território nacional abriu portas importantes para os nossos produtos e contribuiu para o aumento nos abates”, afirmou.
Redução sazonal do rebanho
Apesar do recorde no número de abates, os dados consolidados pela Idaron em janeiro de 2026 apontam uma redução no total do rebanho bovino em Rondônia. De acordo com a última declaração de rebanhos, finalizada em novembro de 2025, o número de animais caiu de 18,1 milhões para 17 milhões. A queda é considerada sazonal e está relacionada à maior abertura de mercado e consequente aumento na atividade de abate.
Atualmente, o rebanho rondoniense está distribuído por cerca de 113,7 mil propriedades rurais. As fêmeas representam a maioria, somando aproximadamente 10,19 milhões de cabeças. A produção leiteira também se mantém forte, com um rebanho de 2,2 milhões de animais, especialmente concentrados nos municípios de Machadinho d’Oeste (149.679), Jaru (128.352) e Porto Velho (123.546).
Em relação aos bubalinos, o estado contabiliza cerca de 6,9 mil cabeças, com destaque para Porto Velho (711), Colorado do Oeste (542) e Ouro Preto do Oeste (515) como principais municípios criadores.
O desempenho da pecuária em 2025 não apenas confirma o protagonismo de Rondônia no cenário nacional, como também reforça a importância das políticas públicas voltadas à sanidade animal e à ampliação de mercados. A expectativa é de que, com o fortalecimento contínuo da inspeção e da produção, o setor mantenha sua trajetória de crescimento sustentável nos próximos anos.
Pimenta Virtual – Da Redação
Fonte: IDARON

