Vítima foi enganada, levada ao Brasil e submetida a agressões físicas e sofrimento psicológico; crime ocorreu na presença do filho menor
A Polícia Federal prendeu, nesta semana, duas mulheres suspeitas de torturar, sequestrar e manter em cárcere privado uma cidadã boliviana no município de Guajará-Mirim. As investigadas estavam foragidas da Justiça e tiveram a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara de Garantias de Porto Velho.
As prisões são desdobramento da Operação Bisturi, deflagrada no dia 14 de janeiro, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao mesmo caso. Naquela ocasião, as suspeitas não foram localizadas e, conforme as investigações, teriam fugido para a Bolívia, sendo capturadas posteriormente.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura crimes de tortura, sequestro e cárcere privado, praticados contra a mulher boliviana na presença de seu filho menor, o que agravou ainda mais a gravidade dos fatos.
Engano, agressões e cárcere
Conforme apurado, a vítima foi enganada e atraída da Bolívia para o Brasil mediante ardil. Já em território rondoniense, ela teria sido dopada e levada para um local isolado, onde passou a ser mantida sob restrição de liberdade.
Durante o período em que esteve em poder das suspeitas, a mulher sofreu agressões físicas, teve o cabelo cortado à força e foi submetida a intenso sofrimento psicológico, em um cenário descrito como de extrema violência e humilhação.
Imóvel usado como cativeiro
Durante as diligências, a Polícia Federal localizou um imóvel que, em tese, teria sido utilizado como cativeiro para manter a vítima presa. No local, foram encontradas mechas de cabelo compatíveis com as da vítima, além de objetos que podem ter sido usados nas agressões e outros materiais, que foram recolhidos e encaminhados para perícia.
A Operação Bisturi foi autorizada pela 1ª Vara de Garantias de Porto Velho, após a identificação de indícios da participação de três mulheres nos atos de violência. As investigações seguem em andamento para esclarecer completamente o caso e identificar outros possíveis envolvidos.
A Polícia Federal destacou que o trabalho continua com o objetivo de garantir a responsabilização criminal dos autores e a proteção das vítimas, especialmente em crimes que envolvem violação de direitos humanos e violência transnacional.
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