Estudo inédito começa nesta segunda-feira (23) e vai mapear transtornos mentais e acesso aos serviços de saúde em todo o país.
O Ministério da Saúde iniciou, nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, a etapa nacional de coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil), o primeiro estudo de base populacional voltado exclusivamente para compreender a situação da saúde mental da população adulta brasileira.
A iniciativa já havia passado por uma fase piloto em oito municípios, onde foram testados os instrumentos de coleta e os métodos de abordagem. Agora, com o início da etapa nacional, a pesquisa será ampliada para diferentes regiões do país.
Conforme informações divulgadas, o objetivo principal do estudo é produzir dados inéditos sobre a ocorrência de transtornos mentais no Brasil, além de avaliar o acesso da população aos serviços de saúde e os impactos dessas condições no dia a dia das pessoas.
Os dados coletados servirão como base para o planejamento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental, fortalecendo a Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS).
Como será feita a pesquisa
A coleta será realizada por meio de entrevistas domiciliares, com seleção aleatória de residências em todo o país. Em cada domicílio escolhido, uma pessoa maior de 18 anos será sorteada para participar.
Os entrevistadores foram treinados para lidar com temas sensíveis e utilizarão questionários eletrônicos em tablets. Durante as entrevistas, serão abordados temas como saúde emocional, condições de vida, relações sociais, trabalho, renda e uso de álcool ou outras substâncias.
A participação é voluntária e pode ser interrompida a qualquer momento pelo entrevistado.
Segurança e sigilo das informações
O Ministério da Saúde reforça que todos os dados coletados serão mantidos em sigilo e analisados de forma coletiva, sem identificação individual dos participantes.
Além disso, os entrevistadores estarão devidamente identificados e não solicitarão qualquer tipo de pagamento ou informação bancária.
Importância do estudo
Problemas como depressão, ansiedade e uso abusivo de álcool e drogas estão entre as principais causas de afastamento do trabalho e sofrimento na população.
Com a pesquisa, será possível entender melhor a distribuição desses problemas entre diferentes grupos sociais, identificar fatores de risco e orientar ações mais eficazes na área da saúde pública.
A execução do estudo é coordenada pela Universidade Federal do Espírito Santo, em parceria com o Ministério da Saúde.
A participação da população é considerada fundamental para garantir que os dados representem a realidade do país e contribuam para melhorias no atendimento à saúde mental.
Fonte: Ministério da Saúde

