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Caso Mauzira: Entrevista traz novos detalhes sobre crime que chocou Espigão do Oeste

Relato do tenente traz uma reconstrução minuciosa de como o crime foi planejado e executado

A entrevista concedida nesta semana à jornalista Hosana Henke trouxe uma narrativa ainda mais detalhada sobre o assassinato da empresária Mauzira Borges Dutra Ferreira, de 61 anos, em Espigão do Oeste. O relato do tenente responsável pela ocorrência revelou, com precisão, como o suspeito agiu desde os primeiros contatos até a execução do crime.

Conforme Pimenta Virtual apurou, o suspeito iniciou sua ação ainda no dia anterior ao crime, quando passou a manter contato com a vítima por meio de mensagens. Ele se apresentava como alguém interessado na compra de joias e dizia ter recebido uma herança, alegando possuir grande quantidade de dinheiro em espécie. Ao mesmo tempo, evitava qualquer tipo de identificação, insistindo que não poderia aparecer pessoalmente por se tratar de valores altos.

A estratégia, segundo o tenente, foi construída de forma cuidadosa. O suspeito também demonstrou interesse em uma propriedade da vítima, reforçando a falsa negociação e criando um cenário que transmitia credibilidade. A empresária, confiando na proposta, comentou com familiares que realizaria o encontro.

No dia do crime, a vítima foi convencida a se deslocar até um ponto onde, supostamente, a filha do suspeito estaria interessada em adquirir joias como alianças, correntes e outros itens. Para isso, ela levou um mostruário avaliado em cerca de R$ 500 mil.

Durante a entrevista, o tenente destacou um detalhe importante: imagens de câmeras de segurança registraram o veículo da vítima passando pela região por volta das 8h40. Nas imagens, ela aparece sozinha na direção, sem ninguém visível no banco da frente. No entanto, devido ao insulfilm e ao ângulo das câmeras, há fortes indícios de que o suspeito já estava no banco traseiro naquele momento.

Ao chegar nas proximidades da estrada do Calcário, o suspeito entrou em ação. Ele teria rendido a vítima dentro do próprio carro, já portando uma faca, e a obrigou a seguir até um ponto mais isolado, acessado por uma porteira a cerca de 5 quilômetros da cidade.

Segundo a narrativa apresentada, foi nesse local que o crime aconteceu. A vítima foi atacada com golpes de faca, possivelmente também sofreu asfixia e, posteriormente, o suspeito tentou ocultar o crime ateando fogo no veículo com ela ainda dentro.

Um ponto que chamou atenção na entrevista foi a participação indireta de trabalhadores da Energisa, que realizavam serviços na região. Eles passaram pelo local pouco depois do ocorrido, notaram o veículo parado e seguiram para o trabalho. Cerca de 20 minutos depois, ao retornarem, perceberam que o carro ainda estava ligado e já apresentava sinais de fumaça.

Diante da situação, os trabalhadores agiram rapidamente. Eles quebraram os vidros do veículo, conseguiram conter o início do incêndio e, ao verificarem o interior, encontraram a vítima. Imediatamente, acionaram o Corpo de Bombeiros, que ao chegar apenas constatou o óbito.

A guarnição policial chegou pouco tempo depois e confirmou os indícios de um crime violento. A perícia técnica apontou sinais claros de agressão, queimaduras e possível asfixia, reforçando a linha de investigação de latrocínio.

O tenente também destacou que, após o crime, o suspeito fugiu levando o mostruário de joias e o celular da vítima. Esses itens ainda não foram recuperados.

A partir desse ponto, teve início uma força-tarefa envolvendo o Núcleo de Inteligência de Cacoal, Pimenta Bueno e Espigão do Oeste, com apoio do PATAMO e da Polícia Civil. As equipes passaram a refazer todo o trajeto da vítima, coletando imagens e informações que ajudaram a reconstruir os últimos passos dela.

Outro avanço importante veio com a recuperação de mensagens do celular da vítima, feita por familiares por meio de backup. Essas conversas foram fundamentais para identificar o suspeito e entender a dinâmica do crime.

As investigações levaram os policiais até locais ligados ao suspeito, até que ele foi encontrado na casa do filho, no bairro Liberdade. No local, foram identificados vestígios importantes, como roupas com marcas, uma faca e uma balaclava, objeto comumente utilizado para esconder o rosto.

O suspeito, identificado como Rubens Rebolças Soares, conhecido como “Baianinho”, possui histórico criminal desde 2006, com passagens por tráfico de drogas e roubo. Segundo o tenente, todos os indícios apontam para um crime premeditado, com planejamento detalhado e tentativa de dificultar a identificação.

Além dele, familiares também foram levados para prestar esclarecimentos. Durante a apuração, foi constatado que havia uma dívida relacionada a joias, o que pode ter contribuído para a motivação do crime.

Apesar da prisão, o caso segue em investigação. As autoridades trabalham para localizar os objetos roubados e verificar se houve participação de outras pessoas na ação.

A entrevista também reforçou um alerta importante à população: crimes desse tipo, muitas vezes, começam com abordagens aparentemente inofensivas por meio de mensagens. A recomendação é sempre desconfiar de negociações fora do comum, evitar encontros em locais isolados e manter familiares informados.

As informações acima reúnem trechos da entrevista, aliados a dados já apurados pelo site sobre o caso

Pimenta Virtual – Da Redação

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