Maioria dos mortos identificados em desabamento tinha origem latina

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Flores e fotos de pessoas desaparecidas penduradas em uma grade que limita o acesso ao prédio parcialmente destruído em Surfside, Flórida, EUA, 28 de junho de 2021Flores e fotos de pessoas desaparecidas penduradas em uma grade que limita o acesso ao prédio parcialmente destruído em Surfside, Flórida, EUA, 28 de junho de 2021| Foto: CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH/Agência EFE/Gazeta do PovoOuça este conteúdo

A polícia do condado de Miami-Dade divulgou até agora os nomes de oito das nove pessoas mortas no desabamento parcial de um prédio na cidade costeira de Surfside, em cujos destroços as equipes de resgate ainda procuram por mais de 150 desaparecidos.

A maioria dos nomes das vítimas fatais da tragédia ocorrida na madrugada de 24 de junho são latinos. Pessoas de vários países, incluindo Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Colômbia e Venezuela, viviam ou estavam temporariamente alojadas no edifício Champlain Towers South.

A primeira a ser identificada foi Stacie Dawn Fang, uma executiva de 54 anos que, de acordo com a emissora “NBC 6”, foi enterrada em Nova Jersey neste final de semana. O filho de Dawn Fang, Jonah Handler, de 15 anos, foi resgatado dos destroços do prédio no mesmo dia do colapso e está se recuperando dos ferimentos em um hospital.

Posteriormente, foram identificados Antonio e Gladys Lozano, um casal de origem cubana de 83 e 79 anos que, segundo seus parentes, temia ser separado pela morte. Em julho, eles completariam 59 anos de casamento, segundo seu filho, Sergio Lozano, que mora perto do prédio desabado e jantou com os pais poucas horas antes do colapso.

Outra vítima identificada é Manuel LaFont, um homem de 54 anos de Houston (Texas) que gostava de jogar basquete com seu filho em um parque próximo e havia viajado muitos anos pela América Latina como representante de uma empresa americana.

No domingo, Leon Oliwkowicz, 80, Luis Bermúdez, 26, Ana Ortiz, 46, e Christina Beatriz Elvira, 74, também foram identificados. Ana Ortiz e Luis Bermudez eram mãe e filho vindos de Porto Rico e Leon Oliwkowicz e Christina Beatriz Elvira eram um casal venezuelano, segundo a jornalista Shirley Varnagy, amiga da família.

A prefeita de Miami-Dade, Daniella Levine Cava, recomendou a todas as pessoas que estão dando falta de um parente residente ou temporariamente alojado no edifício Champlain Towers no dia do desabamento que se dirijam à delegacia para denunciar o desaparecimento e tirar amostras de DNA para facilitar a identificação.

Até este domingo, nove pessoas morreram em decorrência do desabamento e havia 152 desaparecidos, além de 134 pessoas já localizadas.

Busca por sobreviventes

Por motivos ainda não determinados, a ala nordeste do edifício Champlain Towers, inaugurado em 1981 e com um total de 136 apartamentos, desabou em segundos na madrugada da última quinta-feira, quando seus moradores dormiam.

A busca de sobreviventes por uma centena de equipes de resgate na montanha de entulho na qual se transformaram os 55 apartamentos desabados continuará, segundo disse Levine Cava, que acrescentou que os números continuarão a mudar de uma forma “fluida”.

Além de corpos, as equipes de resgate também encontraram restos mortais que os forenses estão tentando identificar.

Neste domingo, os familiares das vítimas confirmadas e desaparecidas tiveram a oportunidade de visitar o local onde trabalham as equipes de resgate e orar por elas e seus entes queridos.

O prédio e seus arredores estão isolados pela polícia e apenas equipes de resgate e outras pessoas com tarefas determinadas na área podem passar.

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Fonte: GAZETADOPOVO.COM.BR