Eduardo Paes nega que milícia impeça fiscalização em comunidades do Rio

Eduardo Paes nega que milícia impeça fiscalização em comunidades do Rio

Eduardo Paes, prefeito do Rio Estefan Radovicz Eduardo Paes, prefeito do Rio

RIO — O prefeito Eduardo Paes acompanhou o trabalho de resgate de vítimas do desabamento de um prédio em Rio das Pedrasna Zona Oeste, que causou a morte de duas pessoas. Questionado sobre a ação da milícia na comunidade, que impede a ação de fiscalização da prefeitura, o prefeito garantiu que não há qualquer dificuldade provocada pelos paramilitares no trabalho do município. A Secretaria de Habitação informou que a construção que desmororonou era irregular.

— Comigo não impede, não tem essa conversa. A gente vai agir sempre com firmeza. E vamos permanecer assim. Nem milícia, nem traficante, nem delinquente se sobrepõe ao poder do Estado, isso é falta de vergonha na cara das autoridades que permitiram isso. Infelizmente quando você tem um tipo de acidente aqui, com um solo como esse aqui, que se move muito. É uma das áreas mais críticas do Rio.

gundo o prefeito, edifícios vizinhos estão sendo analisados e serão condenados. A Assistência Social do município está no local e dá suporte às famílias atingidas.

— Agora é hora de trabalhar. Tem prédios que estão sendo analisados e parece que também estão condenados, a gente vai ter um laudo mais técnico dos engenheiros da Defesa Civil municipal e vamos prestar todo auxílio a essas famílias que passaram por essa situação trágica — explicou Paes.

Indagado sobre a expansão das construções irregulares, Eduardo Paes disse que em seu governo não tem permitido a ação dos criminosos.

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— Estamos deixando uma mensagem muito clara nos últimos meses de que acabou essa história de construção irregular, a gente não tem permitido, diariamente a imprensa tem mostrado ações da prefeitura combatendo isso. Agora, é uma realidade da cidade, nós não vamos tirar todas as casas de todas as favelas do Rio. O que se tem que fazer é olhar essas construções para tentar produzir melhorias habitacionais.

O governador Cláudio Castro também esteve no local da tragédia e deixou a favela por volta de 11h, junto com Paes. Os dois acompanharam por algumas horas o trabalho dos bombeiros e observaram a estrutura do prédio que desabou. Castro disse que o momento é de dar apoio às famílias para depois pensar em intervenções.

— O momento agora é de vir aqui dar apoio às famílias, aos bombeiros. Eles foram chamados por volta de 3h30m e vieram diretamente para cá. Realmente, há mais de um prédio com problemas e estão sendo avaliados os prédios vizinhos para saber o que vai precisar ser retirado. Três vítimas com vida foram resgatadas imediatamente. Agora há pouco mais duas foram, uma criança de dois anos, infelizmente sem vida, e uma mulher de 27 anos com vida foi levada ao Lourenço Jorge. Tem mais uma pessoa soterrada ainda, estão fazendo todo o trabalho de resgate ainda. Depois, o trabalho do Corpo de Bombeiros se encerra nessa questão de resgate e aí vem o apoio junto à Defesa Civil, Polícia Militar e Polícia Civil, já foi instaurado um inquérito desde cedo na delegacia da Taquara e agora é o apoio do governo à prefeitura. O momento é de ajeitar a confusão que está, e num segundo momento, então, a gente pensar numa intervenção.

Sobre a falta de fiscalização na área de Rio das Pedras e da Muzema — onde tragédia semelhante aconteceu há 2 anos — Castro disse que não foge da responsabilidade.

— A gente realmente tem que melhorar a questão da fiscalização, tem que ser uma questão integrada entre prefeitura e estado. Não adianta falar que é de um ou é de outro, o problema é de todos nós. Aqui ninguém foge da responsabilidade. Eu e o prefeito vamos agora sentar, conversar para entendermos tudo, até porque temos planos de infraestrutura com recursos que estão vindo agora e com certeza as comunidades terão seu pinhão de investimento, importantíssimo para que outras tragédias como essa não aconteçam — concluiu Castro.

Fonte: ULTIMOSEGUNDO.IG.COM.BR