Governo acata retirar Fundef do teto de gastos para aprovar PEC dos Precatórios

Senador Fernando Bezerra Coelho (MDB PE) tenta acordo para aprovar PEC dos Precatórios Divulgação/Agência Senado/Edilson Rodrigues Senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) tenta acordo para aprovar PEC dos Precatórios

O governo cedeu à pressão e aceitou retirar do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação, os precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento Fundametal e de Valorização do Magistério (Fundef). A medida atende os partidos PSD e DEM e faz parte nas negociações de última hora para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Precatórios na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta terça-feira. Ele também acatou a previsão de que os precatórios alimentícios (referente ao salário de servidores) terão prioridade nos pagamentos.

Ao retomar a sessão, após um intervalo de cerca de uma hora, o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que Bezerra fez as modificações para garantir a votação ainda hoje.

Os precatórios do Fundef estão entre as maiores dívidas da União e somam R$ 17,5 bilhões, sendo R$ 16,5 bilhões para os estados do Amazonas, Bahia, Ceará e Pernambuco e R$ 1,3 bilhão para um conjunto de municípios.

O argumento para retirar essas obrigações da PEC é que o Fundef já está fora do teto de gastos, considerando que ele foi substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

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Bezerra chegou à sessão da CCJ, no início da manhã, com uma série de modificações que buscavam atender aos pleitos dos senadores, mas não foi suficiente. Diante dos apelos por outros ajustes, Bezerra decidiu acatar novas alterações, após a sessão ser suspensa por cerca de uma hora.

Antes do intervalo, o líder do governo disse que faria uma “reflexão” sobre sugestões feitas por partidos como MDB, PSD e DEM para garantir a deliberação.

“Nós precisamos de urgência. Podemos ter, e temos, nossas divergências, e a divergência aqui se dá sobre como construir o espaço fiscal, porque, em relação ao tamanho do espaço fiscal e à utilização do espaço fiscal, as posições já convergem”, disse Bezerra, no início da sessão.

O relator sugeriu que seria melhor discutir com os senadores “em paralelo”, e não diante das câmeras da TV Senado, que transmite a sessão.

“Diante da complexidade, que eu acho que fazem com que a gente possa, de repente, respirar, ter duas horas de debates e, dentro desse contexto, tentar chegar a um consenso. Nós vamos voltar daqui a uma hora com os mesmos impasses, diante da complexidade desse tema”, afirmou, antes do intervalo de uma hora ser concedido

Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR