Ômicron provoca forma menos grave da Covid-19 em ratos, diz estudo

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Profissional de saúde faz o teste para detectar Covid 19 na estação ferroviária de Bangalore, Índia, em 20 de dezembro de 2021.Profissional de saúde faz o teste para detectar Covid-19 na estação ferroviária de Bangalore, Índia, em 20 de dezembro de 2021.| Foto: EFE / EPA / JAGADEESH NVOuça este conteúdo

A variante ômicron do novo coronavírus provoca uma forma menos grave da Covid-19 do que a delta, segundo sugere um estudo realizado com ratos, que tiveram menor perda de peso, menos carga viral e pneumonias mais leves.

A pesquisa, que foi publicada no repositório biorXiv, em que os textos não são submetidos a revisão por outros especialistas, analisou a gravidade relativa da doença causada pela ômicron, em comparação com as cepas delta e alfa, em exames com modelos de ratos modificados.

Os autores lembram que nenhum modelo animal pode indicar “com absoluta certeza” as consequências da infecção em humanos, mas os resultados “sugerem fortemente” que o resultado clínico da presença da ômicron pode ser “menos profundo”.

Além disso, apontam que a variante identificada inicialmente por pesquisadores da África do Sul pode conduzir a uma recuperação menos grave e/ou mais rápida da doença clínica, o que se reflete em menos internações hospitalares.

No entanto, devido a alta taxa de transmissão e a possibilidade de escape de “grande parte da imunidade pré-existente”, os autores defendem que sejam mantidas as medidas de distanciamento social, assim como o uso de máscara, além das restrições de contatos em ambientes fechados.

As precauções visam evitar um impacto “potencialmente catastrófico na saturação do atendimento em saúde.

O estudo apontou que ratos infectados pela ômicron, além de apresentarem sinais clínicos menos graves, com menor perda de peso, menos carga viral, tanto no trato respiratório inferior, como superior, ainda tiveram processos inflamatórios menos extensos no pulmão.

Segundo a equipe, encabeçada por Eleanor Bentley, da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, a perda de peso é a “melhor medida objetiva” da gravidade clínica dos modelos de rato com covid-19.

Os infectados com a ômicron perdiam peso com a mesma rapidez do que com outras variantes, mas o recuperavam significativamente entre o dia cinco e seis após o contágio e tinham processos inflamatórios menos extensos nos pulmões.

Os autores admitem que, embora seja “muito cedo” na propagação da cepa, está sendo possível verificar uma diminuição da gravidade clínica dos pacientes, o que é respaldado por esse estudo, segundo a equipe que o realizou.

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Fonte: GAZETADOPOVO.COM.BR