iFood: CPI mira agências envolvidas na polêmica contra entregadores

Bruno Gall De Blasi iFood: CPI em SP mira em agências envolvidas na polêmica contra entregadores

O iFood está no centro de outra ação da CPI dos Aplicativos . Os vereadores de São Paulo convocaram as agências de publicidade que teriam sido contratadas com objetivo de criar perfis falsos em redes sociais para calar greves dos entregadores. O convite acontece logo depois que a comissão visitou a sede da plataforma de delivery.

A ação faz parte da CPI dos Aplicativos, instalada na Câmara Municipal de São Paulo. Neste novo episódio, os vereadores estão atrás de esclarecimentos sobre a participação das agências Benjamim Comunicação e Social Qi (SQi). Segundo a  Agência Públicaas companhias foram contratadas para esvaziar as reivindicações trabalhistas e manipular o debate público sobre paralisações.

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O convite também foi destinado a outros parceiros do iFood. Neste caso, os vereadores querem apurar mais informações sobre os operadores logísticos (OL). Em nota ao Poder360a plataforma de delivery informou que “segue à disposição da comissão para prestar os devidos esclarecimentos feitos pelos parlamentares”.

A companhia também informou que sua relação com os operadores logísticos é de intermediação, não de terceirização. “Conforme já anunciado, o iFood cancelou o contrato com a Benjamin Comunicação no dia 9 de abril”, afirmaram. As agências não se manifestaram sobre a convocação até o momento.

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Vereadores da CPI dos Aplicativos visitam a sede do iFood em Osasco (SP) (Imagem: Richard Lourenço/Câmara Municipal de São Paulo)

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CPI dos Aplicativos visitou sede do iFood

Esta é mais uma ação da CPI dos Aplicativos que atinge o iFood. Na semana passada, os vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) visitaram a sede do iFood. O evento aconteceu após o convite da própria companhia de delivery para apresentar as instalações e compartilhar mais informações sobre a operação.

Os políticos também foram a dois endereços na capital apontados como supostos operadores logísticos. “No Brooklin e na Vila Saúde [bairros de São Paulo], os membros da CPI buscaram entender como essas empresas operam e avaliar a condição de trabalho dos entregadores”, disse um comunicado da câmara.

O iFood também tornou-se alvo de uma investigação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) para apurar as denúncias sobre a campanha. O Ministério Público Federal (MPF) de SP também pedindo explicações ao iFood sobre a ação para sabotar greves de entregadores.

Com informações:  Poder360

iFood: CPI em SP mira em agências envolvidas na polêmica contra entregadores

Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR