Pacheco minimiza CPI e diz haver outras soluções para combustíveis

Jefferson Rudy/Agência Senado Rodrigo Pacheco não concorda com proposta do governo para criação de CPI para investiga a Petrobras

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), criticou nesta terça-feira (21) a possibilidade de instalação de uma CPI da Petrobras e disse que há outras medidas mais úteis para a questão dos preços dos combustíveis. Por outro lado, destacou que a criação da comissão, em discussão na Câmara, não passa pela revisão do Senado.

A CPI é defendida publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro, irritado com o preço dos combustíveis e seus possíveis reflexos na eleição presidencial.

“Eu, particularmente, sobre o conceito de CPI para um caso desse, obviamente não sou favorável. Acho que não tem a mínima razoabilidade uma CPI num momento desses, por conta de um fato desses. Eu acho que há outras medidas, inclusive de índole legislativa e do Poder Executivo, muito mais úteis pra resolver o problema do que uma CPI”, afirmou Pacheco, após sair de um café da manhã com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luix Fux, e mais 11 senadores.

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Também nesta terça, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), disse que a CPI da Petrobras defendida pelo presidente Jair Bolsonaro já tem 65 das 171 assinaturas necessárias para sua instauração .

Já Pacheco destacou que a Petrobras é controlada pelo governo e pela União, e defendeu outras medidas em relação aos preços.

“Se é uma empresa que hoje tá tendo lucros muito expressivos, se pode pensar numa série de outras medidas e eventualmente elas podem ser trabalhadas. Me parece o mais lógico que o excedente dos dividendos da União possam ser revertidos para sociedade através de especificidades para caminhoneiros, para taxistaspara o gás de cozinha, para aqueles que são beneficiados no Auxílio Brasil. Então, me parece que isso é uma lógica muito óbvia de reverter esses excessos de lucro para uma conta de estabilização do preço de combustíveis”, concluiu.

Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR