Cúpula do Brics contará com 67 países convidados, com França de fora

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O presidente francês, Emmanuel Macron| Foto: EFE/EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSONOuça este conteúdo

A África do Sul, que sediará a cúpula dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e o país sede) neste mês, informou nessa segunda-feira (7) que 67 países foram convidados para participar da próxima reunião do grupo. A ministra de Relações Internacionais e Cooperação sul-africana, Naledi Pandor, adiantou que a França não recebeu o convite, apesar de ter demonstrado no mês de junho interesse em participar.

“O presidente (da África do Sul), Cyril Ramaphosa, convidou, com o apoio consensual de seus colegas dos países do grupo Brics, 67 líderes da África e do Sul Global”, disse Pandor durante uma entrevista coletiva on-line sobre os preparativos da cúpula.

“Os líderes convidados vêm de todos os continentes e regiões”, acrescentou. Até agora, pelo menos 34 representantes confirmaram presença.

Segundo a ministra, Ramaphosa já estendeu os convites a 20 outras autoridades, entre os quais o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente da Comissão (secretariado) da União Africana, Moussa Faki Mahamat.

Na cúpula estarão os presidentes de Brasil, Índia, China e África do Sul, enquanto a Rússia será representada pelo ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.

A África do Sul esteve no centro das atenções depois de ter confirmado em março o convite ao presidente russo, Vladimir Putin, apesar do mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele por crimes de guerra alegadamente cometidos na Ucrânia.

Mas Ramaphosa informou no mês passado que o mandatário russo vai acompanhar as reuniões de maneira virtual, sem viajar para o país africano.

A África do Sul afirma ter assumido uma posição neutra na guerra da Rússia contra a Ucrânia e pediu diálogo e diplomacia para resolver o conflito.

O posicionamento não está apenas ligado ao papel estratégico, político e econômico que Moscou tem em alguns países africanos, mas também a razões históricas, como o apoio russo aos movimentos anticoloniais e de libertação do século XX e a luta contra o regime segregacionista do “apartheid”. (Com informações da Agência EFE)

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