Ações da Petrobras sobem após nova política de dividendos

Ações da Petrobras sobem após nova política de dividendos

Fernando Frazão/Agência Brasil Edifício sede da Petrobras

As ações da  Petrobras sobem no pregão desta segunda-feira (31), após o anúncio da nova política de dividendos da estatal. As ações preferenciais (PETR4) sobem 3,46%, e as ordinárias (PETR3) 3,93%, às 12h. 

O Índice Bovespa, que acompanha a variação da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, sobe 1,39% nesta segunda. O dólar sobe 0,42%, negociado a R$ 4,7511. 

O Conselho de Administração da companhia divulgou, na última sexta-feira (28), que reformularia a política de repasse aos acionistas. Agora, o percentual de remuneração caiu de 60% para 45% do fluxo de caixa livre (dinheiro à disposição no caixa).

O fluxo de caixa livre representa o valor que sobra no caixa após os investimentos. A nova política também ampliou a definição de investimentos para incluir a recompra de ações, quando a própria companhia adquire suas ações.

Com isso, o dinheiro deve ser mantido na empresa para novos investimentos, o que animou os investidores da Bolsa. 

Segundo a Petrobras, a nova política já será aplicada ao resultado do segundo trimestre de 2023, que será divulgado na próxima quinta-feira (3). No documento, a petroleira informa que as regras da remuneração aos acionistas foram aperfeiçoadas para manter “o objetivo de promover a previsibilidade do fluxo de pagamentos de proventos aos acionistas, ao mesmo tempo em que garante a perenidade e a sustentabilidade financeira de curto, médio e longo prazos”.

A empresa recebeu aumento na avaliação da agência de classificação de risco Fitch, que elevou a nota de crédito em longo prazo de 19 empresas brasileiras de “BB” para “BB+”, com perspectiva estável. O movimento ocorre na sequência do aumento da nota soberana do Brasil de “BB” para “BB-”  realizado na última semana.

A agência de classificação de riscos elevou a nota de Petrobras, Sabesp, Rumo, Localiza, Engie Brasil, Rede D’Or, Energisa, Taesa, BR Malls, Alupar, Companhia Energética de São Paulo (Cesp), Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), MRS Logística, Energisa Minas Rio, Energisa Paraíba, Energisa Sergipe, Aché Laboratórios Farmacêuticos, Transportadora Associada de Gás (TAG) e Globo Comunicação e Participações.

Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR