Foto: Ricardo Stuckert/PRLula e o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (23), em Seul, na Coreia do Sul, dez atos bilaterais que ampliam a cooperação entre os dois países. Os acordos abrangem comércio, integração produtiva, agricultura, saúde, ciência, tecnologia, empreendedorismo e segurança pública, em um contexto de intensificação das relações econômicas entre Brasil e o país asiático.
Em declaração conjunta após a cerimônia de assinatura dos atos, Lula afirmou que Brasil e Coreia do Sul elevaram o relacionamento bilateral ao nível de “parceria estratégica” e lançaram um plano de ação com iniciativas para os próximos anos. Segundo ele, “hoje, elevamos o relacionamento entre Brasil e Coreia ao patamar de parceria estratégica e lançamos um plano de ação com iniciativas concretas para os próximos três anos”.
Lula também destacou a importância da Ásia como força econômica global e afirmou que a visita concluiu um ciclo estratégico da política externa brasileira, com foco em ampliar vínculos com países do continente.
O presidente sul-coreano Lee Jae-myung declarou que o Brasil e a Coreia concordaram em elevar suas relações a uma parceria estratégica que o plano de ação bilateral servirá como roteiro para orientar a cooperação conjunta em áreas como política, economia, tecnologia e intercâmbios entre instituições públicas e setores privados.
Segundo Francisco Américo Cassano, Professor de Relações Econômicas Internacionais da Universidade Santa Cecília, o Arranjo sobre Comércio e Integração Produtiva deve ter efeito mais simbólico no curto prazo, já que “esse tipo de acordo não reduz tarifas imediatamente, mas indica um início de negociações para mudança estrutural no longo prazo”, disse, em entrevista ao iG.
Jackson Campos, especialista em comércio exterior, complementa a análise: “No início, tende a ajudar mais a entrada de produtos coreanos no Brasil, porque eles já têm a máquina exportadora pronta. Para o Brasil exportar mais, é preciso melhorar acesso sanitário, padronização de produtos, logística e posicionamento comercial; sem isso, pode haver desequilíbrio”.
Principais produtos importados da Coreia do Sul pelo Brasil em 2026:
Segundo o ComexStat, os principais grupos foram:
Acordos firmados durante a visita oficial
Durante a passagem por Seul, foram adotados os seguintes instrumentos:
Os memorandos assinam o início da implementação das iniciativas, com acompanhamento técnico e intercâmbio entre os órgãos competentes de ambos os países.
*Estagiária sob supervisão
Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR

