UnsplashNo apagar das luzes de 2025, petroleiras anunciam que seguirão priorizando os poluentes combustíveis fósseis
A intensificação das tensões entre os Estados Unidos, liderados por Donald Trump, e o Irã derrubou as bolsas globais e impulsionou o preço do petróleo nesta segunda-feira (23). O movimento ocorre em meio ao aumento do risco geopolítico e à possibilidade de uma crise energética global.
Investidores reagiram ao ultimato dado pelos EUA para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques à infraestrutura energética do país, o que elevou a aversão ao risco nos mercados.
Bolsas globais recuam
Os principais mercados acionários operaram em queda nesta segunda-feira (23), com perdas generalizadas na Ásia, Europa e nos futuros de Nova York.
Índices asiáticos chegaram a cair mais de 5%, refletindo o temor de uma escalada do conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre a economia global.
Nos Estados Unidos, os futuros dos principais índices também recuam, pressionados pela expectativa de que o aumento nos preços da energia possa afetar o crescimento e manter os juros elevados por mais tempo.
Petróleo dispara e amplia tensão
O petróleo avançou com força diante do risco de interrupção na oferta global. O barril do tipo Brent superou US$113 (cerca de R$605 na cotação atual), bem acima dos níveis registrados antes do início do conflito.
A região do Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do transporte mundial de petróleo, e o bloqueio parcial da rota já afeta o fluxo de navios petroleiros, aumentando a pressão sobre os preços.
Pressão inflacionária no radar
A alta do petróleo reforça o risco de inflação em diversas economias. O encarecimento da energia tende a elevar custos de transporte e produção, com impacto direto nos preços ao consumidor.
Além disso, o cenário pode influenciar decisões de bancos centrais, que podem manter políticas monetárias mais rígidas para conter a inflação.
Possíveis reflexos no Brasil
Mesmo com o conflito concentrado no exterior, os efeitos podem ser sentidos no Brasil. A alta do petróleo no mercado internacional tende a pressionar os combustíveis, já que a Petrobras acompanha as cotações globais.
Com isso, há risco de aumento no custo do frete, impacto sobre alimentos e pressão adicional sobre a inflação.
Cenário segue incerto
O mercado segue atento aos próximos desdobramentos da crise. Caso haja uma escalada mais intensa no conflito, os impactos sobre bolsas, petróleo e economia global podem se aprofundar nas próximas semanas.
*Estagiária sob supervisão
Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR

