Reprodução/ Redes SociaisClara Thaís Silva Maia ficou gravemente ferida após ser atacada pelo namorado, Eduardo Ronald.
Uma jovem de 18 anos, identificada como Clara Thaís Silva Maia, ficou gravemente ferida após ter a garganta cortada pelo namorado, na madrugada da última segunda-feira (26), em Umarizal, no interior do Rio Grande do Norte.
O ataque aconteceu na região central do município, após Clara comemorar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O namorado da jovem, também de 18 anos, foi preso em flagrante.
Segundo o registro da ocorrência, o próprio suspeito acionou a Polícia Militar e confessou ter golpeado a namorada com uma faca. A arma utilizada no ataque estava ao lado dela.
Jovem passou por cirurgia e segue internada
Clara recebeu os primeiros atendimentos no hospital de Umarizal e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para uma unidade de referência em Mossoró, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A jovem precisou passar por uma cirurgia e segue sob cuidados médicos.
O suspeito passou por audiência de custódia, e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
Divergência política entre as famílias pode ter motivado o ataque
De acordo com informações apuradas pela CNN, as duas famílias apoiavam candidatos diferentes: os parentes de Clara eram eleitores de Lula (PT), enquanto os de Eduardo apoiavam Flávio Bolsonaro (PL).
Relatos apontam que o jovem não demonstrava descontentamento com a divergência política na presença dos pais da namorada. No entanto, ao lado de primos e amigos, Eduardo afirmava ter desprezo pela posição política contrária.
Ainda segundo a CNN, familiares de Clara teriam recebido mensagens anônimas que apontavam a derrota de Flávio Bolsonaro como possível motivação para o ataque. Uma fonte afirmou ainda que a família do suspeito teria perdido uma quantia significativa de dinheiro em apostas relacionadas às eleições, o que teria abalado Eduardo.
O que dizem as autoridades e as defesas
A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte foi procurada pela reportagem do iG, mas não respondeu até a publicação desta matéria.
A reportagem também procurou a defesa de Clara, que informou que ela ainda não foi ouvida pela polícia.
A advogada afirmou ainda: “Quando os policiais chegaram à casa, ele confessou verbalmente o crime.”
A defesa também relatou que o relacionamento entre os dois durou cerca de seis meses.
A defesa de Eduardo Ronald de Souza Ferreira não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte: ULTIMOSEGUNDO.IG.COM.BR

