Devo bloquear meu ex? Veja como isso pode ajudar a superar o fim da relação

Bloquear o/a ex nem sempre é uma atitude infantil! FreePik Bloquear o/a ex nem sempre é uma atitude infantil!

Resumo

“Por que você não me bloqueou, pra eu parar de chorar em cima da tela?”. A música “Tijolão” de Jorge e Mateus não fez sucesso por acaso. Terminar um relacionamento e seguir acompanhando o ex nas redes sociais é comum, mas nem sempre é a melhor opção para quem quer superar o fim de uma relação de forma rápida e saudável. 

Para Fernanda Oliveira, 22, assistente pós-venda, dar um block foi a solução que ela encontrou para se forçar a tirar o foco de stalkear as redes do ex. “Não queria ver nada pra não me machucar mais, já que o término era triste”, conta.

 O mesmo aconteceu com a jornalista Bianca Soletti, de 21 anos. Ela afirma que bloquear foi uma questão de saúde mental. Seu término foi devido a uma traição. Acompanhar o ex pelas redes sociais resultou em crises de ansiedade. “Ver que alguém está seguindo a vida, e ainda querendo mostrar que seguiu em frente, enquanto você não está na mesma página, machuca demais. Bloquear me dava certa paz e evitava que eu corresse atrás dele”, diz.

Se for para sua recuperação, bloqueia! 

Para muitas pessoas pode até parecer uma atitude infantil, mas bloquear pode sim ser uma forma efetiva de ajudar no processo de superação de um término . Para Fernanda, a atitude não é imatura, mas hoje em dia ela faria diferente. “As pessoas lidam da melhor forma que encontram, só que hoje não penso em repetir a mesma atitude”.

Bianca explica que ela acha um pouco infantil, mas que é fundamental para que o processo ocorra. “Vê-lo nas redes sociais também ajudava ao meu pensamento ficar mantido nele, prolongando a demora da superação. Na minha opinião, é completamente saudável tirar da sua vida algo que não te faz mais bem”.

Você viu?

Para a psicóloga Alessandra Augusto, em caso do término, bloquear o ex significa prezar pelo bem da saúde mental. Neste caso, a profissional orienta que a atitude seja tomada de forma racional, não pela emoção.

“O ideal seria usar a ferramenta de bloqueio para que eu não alimente o sentimento, para que não alimente falsas esperanças. Eu preciso ter essa responsabilidade comigo. Então, eu bloqueio para cicatrizar, para não alimentar. Aquilo que eu não alimento, não cresce. Quando eu faço um bloqueio, eu corto a fonte, a nutrição de informação, não desperto mais o desejo e a curiosidade”. 

Foco na recuperação 

Após o bloqueio, Bianca conta que se sentiu mais tranquila. “Me senti muito aliviada, de certa forma, por não estar virtualmente no mesmo ambiente, parecia que ele não estava ali. Isso me dava certo conforto e força”, conta. Para ela e Fernanda, bloquear o ex-namorado ajudou muito no processo de superação. 

Querer manter a amizade também é algo muito praticado pelas partes do relacionamento, mas no primeiro momento, não é o indicado. “Sugiro que realmente haja esse corte até cicatrizar. Depois, existe a possibilidade de manter uma amizade com o ex. Enquanto estiver doendo e estiver afetada por essa relação e separação, o ideal é que se isentar, sair de cena um pouco, se curar, cicatrizar”, diz a psicóloga.

Praticar o autocuidado e autoamor é essencial nessa fase da vida amorosa. A psicóloga relembra que se pretende superar, se o relacionamento acabou, o foco principal precisa ser em quem quer se revitalizar. Busque coisas prazerosas e, caso deseje, a terapia também é uma boa opção. 

Fonte: DELAS.IG.COM.BR