Reprodução/CanvaCabelo masculino
Os cortes e penteados masculinos que devem bombar em 2026 têm um ponto em comum: deixam de ser só moda para virar ferramenta de comunicação pessoal.
A aposta desse é em visual mais natural, alinhado ao estilo de vida, à profissão e à mensagem que cada homem quer transmitir, e não apenas à estética do momento.
Quem explica é a visagista Meire Carriel, especialista em leitura de imagem masculina.
Para ela, o visagismo segue como filtro entre tendência e realidade. “O cabelo não serve para corrigir quem a pessoa é, mas para revelar a melhor versão dela”, resume.
Corte ideal vai além do formato do rosto e da textura do cabelo
Ao contrário do que muita gente imagina, o visagismo não começa nem termina no espelho.
A análise leva em conta rosto, pescoço, estrutura da cabeça, postura, profissão e até o posicionamento social desse homem.
A pergunta central não é “qual corte está na moda?”, mas “o que esse homem quer comunicar?”. Autoridade, criatividade, acessibilidade, força ou modernidade pedem leituras diferentes (e cortes diferentes).
Uma das grandes viradas recentes, que se consolida em 2026, é a valorização da textura natural do cabelo.
Reprodução/CanvaCabelo masculino
Ondulado, cacheado ou crespo deixam de ser algo a “domar” e passam a funcionar como linguagem visual.
Segundo a especialista, a textura só precisa ser adaptada quando entra em conflito com a mensagem desejada.
“Se o objetivo é transmitir mais força ou controle, às vezes vale ajustar a forma de uso. Mas, para perfis autênticos e criativos, a textura natural soma identidade”, explica.
O erro clássico: copiar corte de foto e levar a passarela a sério demais
Trazer uma foto de referência ao salão não é o problema. O erro está em tentar copiar o corte sem tradução.
Um bom profissional avalia proporções, volumes e pontos que favorecem ou prejudicam cada biotipo.
Reprodução/CanvaCabelo masculino
Em muitos casos, quando o cliente entende como aquele corte se comportaria no próprio rosto, com simulações e explicações técnicas, a referência perde sentido.
“O corte ideal nasce da criação, não da cópia”, afirma.
Tendências vistas em desfiles continuam influentes, mas chegam ao mundo real com menos exagero.
Em 2026, o visual masculino pede coerência: cabelo, roupa, acessórios e até grooming precisam conversar entre si.
A lógica é simples: quem quer um corte mais ousado também precisa sustentar essa escolha no guarda-roupa e na atitude. Caso contrário, a comunicação fica truncada.
Autoridade ou criatividade: linhas fazem diferença
Para quem ocupa cargos de liderança ou busca transmitir autoridade, os cortes seguem apostando em linhas retas, bem definidas e transições limpas. Esse visual passa controle, segurança e distância profissional.
Já perfis mais criativos ou acessíveis tendem a adotar fios um pouco mais longos, menos rígidos e com acabamento natural. O resultado é uma imagem moderna, próxima e alinhada com o público.
Na leitura da visagista, o homem brasileiro está mais informado, aberto e confiante. Ele quer se posicionar e o cabelo virou peça-chave desse discurso.
Em 2026, quem consulta um profissional antes de seguir a tendência sai na frente. O corte deixa de ser só aparência e passa a funcionar como identidade.
E, nesse jogo, ganhar estilo próprio vale muito mais do que seguir a moda da vez.
Fonte: DELES.IG.COM.BR

