Divulgação/FreepikDiagnóstico precoce ajuda a frear a calvície genética masculina
A calvície genética, conhecida como alopecia androgenética, afeta principalmente homens e pode ser controlada com diagnóstico precoce e tratamentos adequados, segundo especialistas.
A condição ocorre devido à sensibilidade dos folículos capilares aos hormônios sexuais masculinos, especialmente a testosterona e sua forma ativa, a di-hidrotestosterona (DHT), que provoca afinamento progressivo dos fios até interromper o crescimento.
Segundo a médica tricologista Dra. Márcia San Juan Dertkigil, embora a genética não possa ser modificada, é possível retardar a progressão da calvície e preservar os cabelos por muitos anos.
“A calvície genética não tem cura no sentido de eliminar o fator hereditário, mas tem controle. Quanto antes o paciente inicia o tratamento, maiores são as chances de manter os cabelos saudáveis e evitar áreas extensas de rarefação”, afirma a tricologista.
O processo de queda costuma ser lento e silencioso, muitas vezes só percebido quando já está avançado. O atraso na avaliação médica dificulta a recuperação, pois folículos que sofrem miniaturização por longos períodos podem não se recuperar totalmente.
Divulgação/FreepikCoroa e entradas são as regiões mais afetadas pela calvície genética masculina
Tratamentos são personalizados
O tratamento é individualizado e pode incluir terapias tópicas, medicamentos orais, procedimentos injetáveis, laser capilar e suplementação, sempre sob avaliação clínica.
“Não existe fórmula única. Cada paciente responde de forma diferente, e o sucesso depende da associação correta das terapias e da adesão ao tratamento”, ressalta a médica.
Além do fator genético e hormonal, a alopecia pode ser influenciada por doenças como diabetes, lúpus, tireoidites e condições alérgicas, além de infecções, traumas, uso excessivo de produtos químicos, má alimentação, carência de vitaminas e estresse.
O Ministério da Saúde destaca que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento integral e gratuito, incluindo encaminhamento a dermatologistas quando necessário.
Conforme o ciclo capilar, cerca de 90% dos fios estão na fase de crescimento, e a perda diária de 50 a 100 fios é considerada normal. No caso da alopecia androgenética masculina, as áreas mais afetadas são a coroa e a região frontal, com afinamento e rarefação progressivos dos cabelos.
Especialistas reforçam que soluções milagrosas e medicamentos sem prescrição médica devem ser evitados, e que o acompanhamento por dermatologista é fundamental. Recomenda-se procurar atendimento se houver queda acelerada, fios caindo em tufos, couro cabeludo vermelho, coceira intensa ou oleosidade acima do normal.
Fonte: DELES.IG.COM.BR

