FreePiksaúde íntima
O cuidado com a saúde íntima feminina deixou de ser um tema restrito a situações pontuais e passou a ocupar espaço definitivo no mercado da estética e da medicina integrativa.
Procedimentos voltados ao rejuvenescimento íntimo registram crescimento acelerado e se consolidam como um dos segmentos mais promissores do setor, impulsionados pela busca por bem-estar, funcionalidade e qualidade de vida.
Dados recentes apontam que o mercado global de rejuvenescimento íntimo feminino movimentou cerca de US$ 3,6 bilhões em 2023 e pode alcançar US$ 14,34 bilhões até 2030, com crescimento médio anual estimado em 22%.
O avanço reflete uma mudança de comportamento: mulheres de diferentes faixas etárias passaram a procurar soluções que vão além da estética, envolvendo conforto físico, saúde sexual e autoconfiança.
A dermatologista Dra. Vivian Amaral, CEO da Dermato Vulvar Academy, explica que o envelhecimento natural e os impactos da gestação estão entre os principais fatores que levam mulheres, especialmente após os 40 anos, a buscar tratamentos para questões como flacidez vaginal, ressecamento, dor durante a relação, disfunções sexuais e incontinência urinária.
“Não é apenas estética, é qualidade de vida, função e autoestima”, afirma.
O avanço tecnológico também contribuiu para a popularização dos procedimentos. Recursos como laser fracionado, radiofrequência e técnicas minimamente invasivas permitem estimular o colágeno, melhorar a espessura da mucosa e recuperar a lubrificação, com protocolos seguros e rápida recuperação.
“Hoje conseguimos resultados eficazes com menor impacto na rotina da paciente”, explica a especialista.
Outro fator decisivo é a redução do tabu em torno da saúde íntima. A ampliação do diálogo, o surgimento de clínicas especializadas, a oferta de cursos para profissionais da saúde e ações educativas voltadas ao público feminino reforçam o caráter multidisciplinar do segmento, que une estética, medicina e bem-estar.
Apesar da expansão, o setor ainda enfrenta desafios, como a ausência de regulamentações específicas em alguns países, divergências entre protocolos e a necessidade de mais estudos de longo prazo.
No cenário nacional, a qualificação profissional e a comunicação ética com as pacientes são apontadas como pilares para um crescimento sólido.
Para a Dra. Vivian Amaral, o futuro do segmento está diretamente ligado à responsabilidade médica.
“Na nova medicina, o profissional que une técnica, evidência científica e comunicação clara estará mais preparado para atender a mulher moderna, informada, exigente e orientada por resultados reais.”
Fonte: DELAS.IG.COM.BR

