Reprodução/freepikCanetas emagrecedoras podem afetar fertilidade feminina
A rápida perda de peso associada ao uso de canetas emagrecedoras tem provocado um aumento na procura por cirurgias plásticas reparadoras.
Especialistas alertam que a pressa para operar pode comprometer os resultados e reforçam a importância de aguardar a estabilização do peso antes de qualquer procedimento.
De acordo com o cirurgião plástico Dr. Josué Montedonio, a pressa pode comprometer tanto a segurança quanto o resultado dos procedimentos. Para ele, o principal critério não é o número de quilos perdidos, mas a estabilidade do peso e a resposta do corpo ao emagrecimento.
“Cirurgia plástica exige previsibilidade. Corpo em instabilidade não oferece isso”, afirma.
A perda acelerada de gordura, comum com o uso das medicações, não permite que a pele acompanhe o novo volume corporal no mesmo ritmo.
O resultado costuma ser flacidez mais evidente, associada também à redução de massa muscular e ao curto tempo de adaptação do organismo. Segundo o médico, esse efeito está ligado à velocidade do processo, e não diretamente ao medicamento.
Do ponto de vista técnico, realizar uma cirurgia enquanto o paciente ainda emagrece é um cenário pouco favorável. Mudanças contínuas no corpo podem alterar o contorno obtido no pós-operatório e aumentar o risco de insatisfação.
“A cirurgia plástica deve ser realizada quando o corpo já encontrou um novo equilíbrio. Antes disso, o risco de frustração é alto”, explica Josué.
Outro ponto de atenção é o ganho de peso após a interrupção das canetas, especialmente quando não há mudanças consistentes na rotina.
“Essas medicações não substituem comportamento, disciplina e acompanhamento. Sem isso, o risco de voltar a engordar é real”, alerta.
O reganho após um procedimento cirúrgico pode afetar diretamente os resultados, favorecendo o retorno da flacidez e prejudicando o contorno corporal. Por isso, o especialista reforça que a cirurgia não deve ser encarada como solução definitiva para oscilações de peso.
Para Josué, a cirurgia plástica faz parte da etapa final de um processo bem conduzido, quando o paciente já mantém o peso, apresenta melhor qualidade de pele e aderiu a hábitos mais saudáveis.
“A cirurgia entra para corrigir o excesso de pele e melhorar o contorno corporal, não para compensar instabilidade de peso”, reforça.
Além da avaliação física, o médico destaca a importância do alinhamento de expectativas. Nem sempre o procedimento é capaz de resolver todas as insatisfações corporais, especialmente quando o emagrecimento ocorreu sem planejamento a longo prazo.
“O emagrecimento pode até ser rápido, mas o corpo precisa de tempo para se adaptar. Respeitar esse intervalo é fundamental para resultados mais seguros, duradouros e alinhados à realidade do paciente”, conclui.
Fonte: DELAS.IG.COM.BR

