Reprodução/@diogonogueira_oficialDiogo Nogueira
O transplante capilar voltou ao centro das atenções após a aparição do cantor Diogo Nogueira, de 44 anos, no BBB 26, exibindo cabelos mais longos após um procedimento realizado em 2022.
A repercussão do visual do cantor ocorre em um momento de crescimento da procura pelo transplante entre homens, impulsionada por diagnósticos mais precoces da calvície, maior atenção aos impactos estéticos e pela visibilidade de figuras públicas que passaram pelo procedimento.
A mudança no perfil dos pacientes reflete uma quebra de tabu historicamente associado à calvície masculina. Embora o procedimento ainda seja mais comum entre homens, clínicas relatam aumento da busca também por jovens e mulheres, motivados por fatores genéticos, hormonais e emocionais ligados à queda de cabelo.
Segundo o médico tricologista João Gabriel Nunes, fundador do Centro Médico Capilar, a avaliação individual é decisiva para definir o melhor tratamento.
Reprodução/@diogonogueira_oficialDiogo Nogueira
“A alopecia androgenética causa o afinamento progressivo dos fios e tem surgido cada vez mais cedo em jovens e mulheres. Por ser uma condição genética, seu avanço pode ser acelerado por fatores externos e pelo estilo de vida, como estresse, dietas restritivas, ansiedade e o uso de hormônios”, explica.
No caso dos homens, a calvície costuma se manifestar de forma mais evidente, o que leva parte dos pacientes a buscar ajuda apenas em estágios avançados. Quando há atrofia total dos folículos, o transplante passa a ser a principal indicação.
“Quando a área calva já apresenta atrofia total dos folículos, o tratamento clínico isolado não é capaz de restaurar os fios, sendo o transplante capilar a indicação principal”, afirma o médico.
Reprodução/@diogonogueira_oficialDiogo Nogueira
Jovens exigem cautela na indicação
Entre pacientes jovens, a indicação do transplante exige acompanhamento mais rigoroso. Não há uma idade mínima fixa para o procedimento.
“Para pacientes mais jovens, recomendamos inicialmente o tratamento e o acompanhamento clínico. É fundamental ressaltar que nem todas as medicações são aconselhadas para essa faixa etária, tornando o acompanhamento médico indispensável”, ressalta o especialista.
A avaliação busca evitar indicações precoces e expectativas irreais, especialmente em quadros em que a progressão da calvície continua em curso.
Segundo o médico, a queda de cabelo afeta não apenas a aparência, mas também o comportamento social.
“A calvície pode levar ao isolamento, como evitar ambientes onde o uso de boné não é permitido ou até deixar de tirar fotos em momentos importantes. O transplante capilar resgata a autoestima e devolve a confiança para retomar atividades sociais e hábitos mais saudáveis”, conclui.
Fonte: DELES.IG.COM.BR

