Butantan/ReproduçãoSurucucu (Lachesis muta).
Um alerta publicado nas redes sociais pelo Grupo de Resposta a Animais em Desastres Brasil reacendeu a atenção para um risco que pode atingir animais de estimação tanto em áreas rurais quanto urbanas: a picada de serpentes peçonhentas.
Acidentes desse tipo podem ocorrer tanto em áreas rurais quanto urbanas, especialmente em períodos mais quentes e chuvosos, quando serpentes ficam mais ativas. Diante da suspeita de uma picada, o tempo de resposta e as decisões iniciais fazem toda a diferença.
Sinais que podem indicar uma picada
Segundo orientações reunidas pelo grupo, com base em recomendações do Instituto Butantan, os primeiros sintomas variam conforme o tipo de serpente e a quantidade de veneno inoculado, mas alguns sinais merecem atenção imediata.
Entre eles estão inchaço no local, dor intensa, sangramento, paralisia muscular, pálpebras caídas, dificuldade respiratória e alterações na cor da urina. Ao notar qualquer um desses indícios, a orientação é não esperar pela evolução do quadro.
O que fazer imediatamente
A principal recomendação é procurar atendimento veterinário o mais rápido possível. Enquanto o socorro especializado não chega, algumas medidas podem ajudar a reduzir riscos.
Manter o animal imóvel, preferencialmente no colo ou em uma caixa de transporte, evita a circulação mais rápida do veneno pelo organismo.
Também é indicado lavar o local da ferida apenas com água e sabão, sem aplicar qualquer outro produto. Caso seja possível, observar as características da cobra, sem tentar capturá-la, e registrar uma foto pode auxiliar a equipe veterinária na condução do tratamento.
Condutas que devem ser evitadas
Especialistas alertam que práticas populares ainda disseminadas podem agravar o quadro clínico. Não se deve fazer torniquete, cortar, furar ou sugar o local da picada, nem aplicar substâncias caseiras. A administração de medicamentos por conta própria também é contraindicada.
De acordo com as orientações compartilhadas, receitas improvisadas não neutralizam o veneno e podem atrasar o início do tratamento adequado, aumentando o risco de complicações.
Prevenção
Além de saber como agir em emergências, a prevenção é apontada como a principal aliada dos tutores. Manter quintais limpos e sem entulho, evitar restos de alimento expostos, redobrar a atenção em áreas com vegetação e manter o pet sob supervisão durante passeios são medidas que reduzem significativamente o risco de encontros com serpentes.
Em qualquer suspeita de picada, a recomendação é clara: atendimento veterinário imediato é a única conduta segura.
Fonte: CANALDOPET.IG.COM.BR

