SP: 43% dos hospitais têm alta de internações por dengue e SRAG

SP: 43% dos hospitais têm alta de internações por dengue e SRAG

Fernando Frazão/Agência Brasil Brasil registra recorde de casos de dengue em 2024

Uma pesquisa feita pelo  Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) mostra que 43% dos hospitais privados registraram alta nas internações por dengue e SRAG (síndrome respiratória aguda grave) entre 4 e 14 de junho. 

O estudo foi feito com base nos dados de 81 hospitais paulistas, sendo 75% deles localizados na capital e na Grande São Paulo, enquanto os outros 25% ficam no interior do estado. 

Apesar do número ainda ser expressivo, a pesquisa mostra uma desaceleração das internações provocadas em decorrência das doenças. Isto porque, no último levantamento, feito entre 3 a 13 de maio),  96% dos estabelecimentos de saúde reportaram o crescimento das hospitalizações.

O estudo do SindHosp também mostra a redução no tempo de espera para atendimento no pronto atendimento/serviço de urgência. Segundo a pesquisa, 68% dos hospitais informam que o tempo médio de espera é de 1 a 2 horas este mês, enquanto na pesquisa de maio 73% dos serviços de saúde registravam tempo médio de espera de 2 a 4 horas.


Impacto do clima

Os especialistas afirmam que o clima pode estar relacionado com a diminuição dos casos. “Ondas de calor em pleno outono podem estar interferindo na incidência da SRAG, pois é típico dessa estação o aumento dessas doenças respiratórias. Ano passado, no mesmo período, registrávamos aumento dessas doenças em nossos hospitais”, disse o médico Francisco Balestrin, presidente do SindHosp. 

A pesquisa mostrou ainda que as doenças prevalentes nos hospitais nesse
momento são para 34% dos hospitais outras doenças respiratórias, 15%
registram doenças crônicas, 11% viroses e para outros 11% doenças
gastrointestinais.

Causadas pelo mosquito Aedes aegypti, as doenças zika vírus, febre chikungunya e dengue têm diferenças importantes nas suas gravidades iStock A dengue causa febre alta, dores no corpo, dores atrás dos olhos e a tão temida queda de plaquetas, que pode causar hemorragias sérias iStock O medicamento usado para aliviar a febre e as dores da Dengue jamais pode ser o ácido acetilsalicílico (AAS), por causa do aumento de risco de sangramentos iStock A febre normalmente mais baixa que a infecção pela dengue e a forte dor articular são sintomas da febre chikungunya iStock Além disso, o chikungunya pode fazer com que o fígado fique inchado, apareçam ínguas e erupções na pele iStock O zika vírus têm os sintomas mais leves entre as trêsdoenças. Mas ele é associado com os graves casos de microcefalia em bebês. iStock Apesar de a febre ser mais baixa, das dores no corpo serem menos intensas e de até 80% das pessoas que contraem o vírus não apresentarem sintomas, levantou-se a possibilidade do zika aumentar a incidência da síndrome de Guillain-Barré iStock Um dos sinais que diferenciam o zika vírus das outras doenças é a erupção cutânea. Manchas na pele são sinais relatados por quem teve a doença iStock A conjuntivite parece ser uma consequência desse do zika vírus e está menos presente nas outras doenças iStock

Quer ficar por dentro das principais notícias do dia? Clique  aqui e faça parte do nosso canal no WhatsApp .

Fonte: SAUDE.IG.COM.BR