Divulgação / EBCVacinação é uma das formas de prevenção de doenças sazonais
Os Estados Unidos registraram mais de 2.000 casos de sarampo em 2025, o maior número desde 1992, segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças). Surtos na Carolina do Sul e na fronteira entre Arizona e Utah continuam ativos, ameaçando o status de eliminação da doença.
Até 30 de dezembro, foram confirmados 2.065 casos, com transmissão em escolas, igrejas e comunidades com baixa vacinação. A cobertura da vacina MMR caiu para 92,5%, abaixo da meta de 95%.
Enquanto isso, o Brasil mantém o status de país com sarampo eliminado, segundo a OPAS e o Ministério da Saúde. Até a Semana Epidemiológica 38 de 2025, foram confirmados 34 casos em sete estados, todos importados ou relacionados à importação. A vacinação e a vigilância rápida impedem a circulação contínua do vírus.
Américas perdem status regional de eliminação, segundo OPAS
Mesmo com o Brasil mantendo o reconhecimento de livre de sarampo, a região das Américas como um todo perdeu o status de eliminação da doença em 2025, afirmou a OPAS.
Quantitativo de casos de Sarampos registrados nos Estados Unidos Reprodução/CNN
A decisão ocorreu após a reintrodução e circulação sustentada em alguns países, como Canadá, onde um surto que começou em 2024 e ultrapassou 12 meses de transmissão, e surtos significativos em Estados Unidos e México. A perda do status regional ocorre quando um país apresenta transmissão endêmica contínua por mais de um ano.
Embora esse retrocesso represente um desafio, ele é reversível, disse o diretor da OPAS, ressaltando que fortalecer a vacinação, vigilância e resposta rápida continua sendo essencial para retomar o controle da doença na região.
Cobertura vacinal ainda abaixo do ideal e riscos persistem
Dados recentes da OPAS apontam que a queda na cobertura vacinal contra o sarampo é um dos principais motores do aumento dos surtos nas Américas em 2025.
Em muitos países da região, menos de um terço alcança a meta de 95% de cobertura com a primeira dose da vacina MMR, e ainda menos atingem esse índice para a segunda dose, deixando áreas significativas da população vulneráveis à doença.
No Brasil, apesar de o número de casos ser baixo, a organização e os serviços de saúde enfatizam a necessidade constante de manter altas taxas de vacinação para evitar importações e reintroduções que possam colocar em risco o status de eliminação.
Vacinação segue como principal estratégia de prevenção
Especialistas reforçam que a vacina tríplice viral continua sendo a ferramenta mais eficaz para interromper a transmissão do sarampo e evitar complicações graves da doença, que pode levar a hospitalizações e desfechos fatais, especialmente em crianças pequenas e populações não vacinadas.
Fonte: SAUDE.IG.COM.BR

