I.AMenopausa pode causar ombro congelado? Especialista explica
Dor intensa no ombro, dificuldade para levantar o braço, pentear o cabelo ou até vestir uma blusa podem ser sinais de um problema conhecido como ombro congelado, condição que aparece com mais frequência em mulheres a partir dos 40 anos, especialmente durante a menopausa.
De acordo com o ortopedista Dr. Kaleu Costa Nery, apesar da associação ser comum, a menopausa não é a causa direta do ombro congelado. “O que acontece é que, nessa fase da vida, o corpo passa por alterações hormonais importantes, que podem favorecer processos inflamatórios e aumentar a rigidez da articulação do ombro. Isso dá a sensação de que o ombro está travado”, explica.
O especialista destaca que essa rigidez progressiva e a dor persistente não devem ser consideradas normais, mesmo durante a menopausa. “Dor no ombro que não passa e braço que não sobe não são situações normais. Esse quadro pode impactar o trabalho, as tarefas domésticas e até o sono da paciente”, afirma.
Segundo o Dr. Kaleu, alguns fatores podem agravar o problema, como diabetes, alterações na tireoide, estresse e noites mal dormidas. Por isso, a busca por atendimento médico não deve ser adiada. “Quanto mais cedo a mulher procura ajuda, maiores são as chances de melhora e recuperação da mobilidade”, reforça.
O tratamento do ombro congelado, na maioria dos casos, envolve fisioterapia bem orientada e acompanhamento médico contínuo.
“Tratar precocemente ajuda a aliviar a dor e evita que o ombro fique rígido por um período prolongado, o que pode comprometer ainda mais a qualidade de vida”, conclui o ortopedista.
Fonte: SAUDE.IG.COM.BR

