TV GloboAna Paula Renaut e Brigido
Sob o ponto de vista social, o BBB é um grande experimento. Todo mundo dá palpite, julga, se identifica, vota, leva o assunto pra mesa de jantar, do bar, do trabalho e destina sua torcida.
Sempre nos deparamos com temas que saem da casa e inundam a realidade das pessoas de polêmicas.
Em 26 edições, o programa já teve de tudo e já quebrou alguns paradigmas. Mas, hoje, eu te proponho uma reflexão: você gostaria de conviver com pessoas desconhecidas que testam sua sanidade mental o tempo todo e desestabilizam sua estratégia de jogo?
A realidade ali apresentada precisa ter uma condução exemplar, a mesma que tanto esperamos aqui fora, onde a vida real acontece.
Situações como ofensas, acusações injustas ou intolerância religiosa, como já vimos acontecer no BBB, não são apenas “brigas de jogo”. Quando uma pessoa é exposta publicamente, desrespeitada em suas crenças ou colocada como culpada por algo que não fez, é comum surgirem:
* ansiedade intensa
* sensação de humilhação
* medo de rejeição
* queda da autoestima
* confusão emocional
* dificuldade para dormir e se concentrar
Em ambientes fechados, como um reality show, isso se intensifica. A pessoa não pode se afastar, não tem sua rede de apoio por perto e vive sob julgamento constante.
O chamado “quarto branco” simboliza bem esse estado psicológico: isolamento, silêncio forçado, excesso de pensamentos e falta de controle sobre a situação. Para muitas pessoas, isso pode desencadear crises de ansiedade, choro frequente, sensação de perseguição e até sintomas depressivos.
Por isso, episódios de desrespeito não devem ser tratados como entretenimento leve. Eles são gatilhos emocionais reais. Se for para ter um time, que seja das pessoas que tem bom senso.
Fonte: SAUDE.IG.COM.BR

