Paulo Pinto/Agência BrasilVacina contra dengue
O Governo de São Paulo inicia neste domingo (18), em Botucatu, a primeira vacinação em massa do país contra a dengue com a Butantan-DV, imunizante 100% nacional.
A campanha marca a estreia do uso ampliado da vacina e testa um modelo de aplicação que pode acelerar a redução de casos graves e hospitalizações já no curto prazo.
A vacina foi desenvolvida pelo Instituto Butantan e protege contra os quatro sorotipos do vírus.
O diferencial é o esquema de dose única, que simplifica a logística e tende a elevar a adesão da população, ponto crítico em campanhas de grande escala.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, o início da campanha resulta de uma priorização acelerada da produção e da articulação regulatória.
“A vacina do Butantan é a grande contribuição que São Paulo dá ao Brasil na área de saúde pública”, afirmou o secretário, em declaração institucional.
Eficácia, público-alvo e produção
A Butantan-DV foi aprovada pela Anvisa para pessoas de 12 a 59 anos. Nos estudos clínicos, apresentou 74,7% de eficácia geral, 91,6% contra dengue grave com sinais de alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações.
A proteção ampla contra os quatro sorotipos é considerada decisiva para conter surtos sucessivos.
De acordo com o governo paulista, a produção deve alcançar 1,3 milhão de doses até o fim de janeiro, 3 milhões até o término do primeiro semestre e 30 milhões até o fim do ano, com possibilidade de ampliação conforme a demanda nacional.
A escala é vista como condição para expandir a estratégia para outros municípios e estados.
Próximos grupos
O Butantan inicia uma nova fase de estudos com pessoas de 59 a 74 anos, faixa mais vulnerável às formas graves da doença.
A expectativa é concluir os resultados até meados do ano, o que pode permitir a ampliação da indicação para idosos no segundo semestre.
Há também coleta adicional de dados para avaliar a inclusão de crianças de 2 a 11 anos, grupo em que os estudos já indicaram segurança.
A experiência de Botucatu servirá como termômetro para a eficácia operacional da campanha.
Se os indicadores confirmarem alta cobertura e queda de internações, o modelo pode ser replicado, o que antecipa impactos relevantes no sistema de saúde durante a próxima temporada de dengue.
Primeira morte do ano no estado
A primeira morte por dengue de 2026 foi registrada no estado de São Paulo. O caso foi confirmado pela Secretaria de Saúde do Estado, por meio de nota oficial enviada ao Portal iG.
A Secretaria informou que a vítima foi um homem de 53 anos, de Nova Guataporanga, cidade localizada na região Oeste do estado, próxima a Presidente Prudente, na divisa com o Mato Grosso do Sul.
Os sintomas apresentados pelo homem tiveram início em 3 de janeiro de 2026, porém a data foi computada como 2025 para fins epidemiológicos.
Fonte: SAUDE.IG.COM.BR

