CanvaGordura abdominal e AVC têm relação comprovada pela ciência
A gordura abdominal não é apenas uma questão estética. Quando em excesso, pode estar associada a alterações metabólicas importantes, como hipertensão, resistência à insulina e inflamação crônica, fatores que aumentam o risco cardiovascular e podem contribuir diretamente para a ocorrência do Acidente Vascular Cerebral, o AVC.
Segundo o neurocirurgião Dr. Orlando Maia, o ponto central está muito além da aparência: trata-se de saúde vascular e prevenção. “Estudos indicam que o acúmulo de gordura visceral está relacionado a maior risco de eventos vasculares”, explica o especialista, que atua no tratamento de doenças cerebrovasculares.
Ele reforça que a prevenção deve focar no controle de comorbidades por meio de hábitos de vida saudáveis, alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento médico, fundamentais para reduzir os fatores que favorecem danos vasculares.
Gordura visceral e o impacto nas mulheres
Nas mulheres, alterações hormonais ao longo da vida podem intensificar esse risco. A fase pós-menopausa é marcada por mudanças metabólicas importantes: ganho de peso, resistência à insulina e alterações no metabolismo da glicose e dos lipídios, condições que aumentam a probabilidade de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Nesse cenário, a obesidade deixa de ser tratada como uma questão estética e passa a ser compreendida como um fator clínico relevante, com impacto direto sobre a saúde vascular e sistêmica. “A atividade física limitada nesse período pode acelerar perdas funcionais e aumentar o risco de doenças cardiovasculares e osteoporose”, destaca o neurocirurgião.
De acordo com o especialista, o peso corporal, o padrão alimentar, o nível de atividade física e outras escolhas de estilo de vida influenciam gradualmente os riscos metabólicos e cardiovasculares e, consequentemente, os riscos de AVC.
Fonte: SAUDE.IG.COM.BR

