FreePikDoenças comuns no verão afetam crianças após piscina e praia
O verão é uma das épocas mais aguardadas pelas crianças, mas o aumento do tempo na piscina e na praia traz riscos que vão além da insolação. A combinação de calor, umidade e contato frequente com água favorece o surgimento de micoses, conjuntivite e infecções de pele, problemas que, segundo especialistas, apresentam forte crescimento nesta estação.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), crianças possuem maior vulnerabilidade biológica. A barreira cutânea é mais fina e o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, facilitando a entrada de fungos, bactérias e agentes irritantes presentes em ambientes coletivos úmidos e águas contaminadas.
O pediatra Dr. Antonio Carlos Turner, coordenador da rede de clínicas Total Kids, reforça que a prevenção começa na higiene básica logo após o banho de mar ou piscina. “O banho de água doce imediato é essencial para remover resíduos e microrganismos. Além disso, a hidratação oral constante mantém a mucosa e a pele mais resistentes a invasores”, afirma.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que o calor intenso cria o ambiente ideal para micoses e infecções bacterianas, como o impetigo.
Uma orientação importante é evitar que a criança permaneça por longos períodos com roupas de banho molhadas. Turner complementa: “É fundamental secar bem as dobras do corpo, axilas, virilhas e entre os dedos dos pés, e nunca compartilhar toalhas ou objetos pessoais. O uso de chinelos em áreas comuns, como clubes e vestiários, é indispensável para evitar verrugas plantares e frieiras.”
Os olhos também sofrem no verão. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) aponta aumento significativo de casos de conjuntivite durante os meses de calor, seja pela irritação química provocada pelo excesso de cloro, seja pela exposição a ambientes contaminados. Vermelhidão, coceira, lacrimejamento e sensação de areia nos olhos são os sintomas mais comuns.
“A recomendação é evitar que a criança coce os olhos com as mãos sujas e usar óculos de natação com boa vedação para reduzir o contato com agentes irritantes”, orienta Turner.
Para o pediatra, o lazer seguro depende de hábitos simples. Secagem adequada, higiene diária, proteção das mucosas, troca rápida da roupa molhada e atenção às mudanças na pele e nos olhos. Ele destaca ainda os riscos da automedicação.
“O uso de colírios ou pomadas com corticoides sem orientação médica pode agravar infecções e trazer complicações sérias. No verão, a vigilância deve ser redobrada.”
Turner reforça que prevenção é sempre o melhor caminho. “Aproveitar o verão com responsabilidade garante diversão sem intercorrências. O equilíbrio entre exposição à água e cuidados básicos faz toda a diferença”, conclui.
Fonte: SAUDE.IG.COM.BR

