Foto: IstockphotoMulher sentindo dor na mandíbula
Muitas pessoas convivem com dores de cabeça crônicas ou desconfortos persistentes nas costas e no pescoço sem imaginar que a solução pode estar, literalmente, sob o seu nariz. A ideia de que tudo começa pela boca não é apenas um ditado, é uma realidade clínica fundamentada na conexão entre a mordida e a postura corporal.
O grande vilão costuma ser a Disfunção Temporomandibular (DTM). A articulação que liga a mandíbula ao crânio funciona como uma engrenagem de precisão. Quando há um desalinhamento nos dentes (má oclusão) ou o hábito de ranger os dentes (bruxismo), os músculos da face são sobrecarregados.
O efeito dominó no Corpo
O corpo humano funciona como uma unidade integrada. Para compensar um desequilíbrio na mandíbula, o organismo ajusta a posição da cabeça, gerando uma reação em cadeia. “Quando a mordida está errada, os músculos do rosto trabalham dobrado. Essa tensão desce para o pescoço, tensiona os ombros e acaba entortando a coluna para buscar equilíbrio”, explica o Dr. Bruno Puglisi, especialista na área.
As cefaleias de origem odontológica são frequentemente confundidas com enxaquecas comuns. A diferença é que elas surgem devido à fadiga muscular. “O paciente acorda cansado, com a sensação de que não relaxou durante o sono. Isso se reflete diretamente na postura lombar”, complementa o especialista.
Diagnóstico e Alívio
O papel do cirurgião-dentista vai além da estética. O tratamento moderno envolve desde o uso de placas miorrelaxantes para dormir até o alinhamento ortodôntico de precisão. Em muitos casos, o trabalho é multidisciplinar, unindo odontologia e fisioterapia.
O objetivo principal é devolver a estabilidade ao sistema. Ao alinhar a mordida, remove-se a carga excessiva sobre a musculatura, permitindo que o corpo retorne ao seu eixo natural.
Se você sofre com dores que parecem não ter explicação, vale investigar com seu dentista.
Fonte: SAUDE.IG.COM.BR

