Reprodução | InstagramCamisa 10 do Santos passa por artroscopia para tratar lesão no menisco; especialista alerta para cuidados no pós
A condição física de Neymar voltou a gerar preocupação na preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. O atacante sofreu uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha e deverá permanecer afastado dos gramados por um período estimado entre duas e três semanas.
A atenção aumentou após a confirmação de que o problema não se trata apenas de um edema muscular, hipótese inicialmente considerada. Exames apontaram uma lesão mais significativa na região da panturrilha, situação que exige tratamento intensivo, acompanhamento constante e retorno gradual às atividades físicas.
Segundo o ortopedista e médico do esporte Pedro Ribeiro, existe uma diferença importante entre edema muscular e lesão grau 2.
“O edema muscular é um inchaço causado pelo acúmulo de líquidos na região afetada, algo comum após impactos, esforço excessivo ou sobrecarga durante atividades físicas. Já uma lesão muscular de grau 2 representa um quadro mais importante, que exige tratamento intensivo, controle da dor e recuperação gradual antes do retorno aos treinos”, explica.
A panturrilha é considerada uma das regiões mais exigidas no futebol de alto rendimento, principalmente em atletas submetidos a acelerações constantes, mudanças bruscas de direção e explosões musculares repetidas durante as partidas.
“No futebol, a panturrilha funciona como um motor de impulsão. Ela participa diretamente das arrancadas, dos saltos e das trocas rápidas de direção. Por isso, qualquer lesão nessa região precisa de um controle rigoroso para evitar recaídas, que são relativamente comuns quando o retorno acontece antes do tempo adequado”, afirma Pedro Ribeiro.
O jogador segue em tratamento intensivo, com evolução monitorada diariamente pela equipe médica. O processo envolve controle da inflamação, fisioterapia, fortalecimento muscular progressivo e estratégias para manutenção do condicionamento físico durante o período afastado.
“O tratamento normalmente inclui repouso relativo nos primeiros dias, fisioterapia analgésica, controle do processo inflamatório e, posteriormente, exercícios de fortalecimento e recondicionamento muscular. Em atletas profissionais, também são utilizados protocolos específicos para acelerar a cicatrização sem comprometer a segurança do retorno”, destaca o especialista.
Segundo o médico, fatores externos também interferem diretamente na recuperação muscular, especialmente em atletas submetidos a alto desgaste físico.
“A regeneração muscular depende muito de um conjunto de cuidados. Dormir bem, manter boa ingestão de proteínas, hidratação adequada e respeitar o tempo biológico da cicatrização são fatores fundamentais. Além disso, o acompanhamento diário permite ajustar o tratamento conforme a resposta do atleta”, explica Pedro Ribeiro.
A situação gera preocupação porque Neymar continua sendo considerado uma das principais referências técnicas da Seleção Brasileira. Problemas físicos envolvendo o atacante aumentam a atenção da comissão técnica, principalmente em um período importante de preparação antes da Copa do Mundo de 2026.
Apesar do susto inicial, a expectativa médica segue positiva. A previsão é de que o jogador possa retornar aos treinamentos em até três semanas, desde que apresente evolução clínica satisfatória e recuperação completa da força muscular.
Fonte: SAUDE.IG.COM.BR

