DivulgaçãoEvento especial inspirado em Peaky Blinders mostra como colaborações levam referências da cultura pop para dentro dos games.
Durante muito tempo, videogame foi associado apenas ao momento do entretenimento. Um passatempo restrito ao console, ao computador ou ao celular. Hoje, essa fronteira já não é tão clara. Alguns jogos deixaram de existir apenas dentro da tela e passaram a influenciar hábitos cotidianos, gostos musicais, estética e até a forma como jogadores se expressam e se relacionam.
Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla da cultura gamer, impulsionada pelo acesso facilitado, pelas redes sociais e pela formação de comunidades que mantêm o jogo vivo mesmo quando ninguém está jogando.
Quando o jogo continua fora da tela
Para quem acompanha esse universo de perto, o impacto dos games vai além do entretenimento. Segundo dados da Pesquisa Game Brasil, o consumo de jogos digitais no país está diretamente conectado a outros hábitos culturais, como música, moda, audiovisual e produção de conteúdo. Esse ecossistema faz com que o contato com os games continue mesmo fora do momento da jogatina.
“O estilo de vida gamer se tornou latente nos últimos anos porque o jogo também ampliou a sua presença, temos diversos licenciamentos de marcas, filmes, séries, eventos, times de eSports e etc. Tudo isso cria um ecossistema de experiência que leva o fã ou jogador a manter esse contato com jogos digitais mesmo que não esteja jogando”, afirma Carlos Silva, CEO da Go Gamers, empresa responsável pela Pesquisa Game Brasil.
Segundo ele, esse vínculo não desaparece com o tempo. “Isso também é reforçado pelo jogador que fica mais velho, mas os seus hábitos seguem conectados com games, consumindo conteúdos, participando de eventos e até mesmo o ciclo de amigos que construiu ao longo dos anos.”
A influência da estética e da identidade gamer
Entre os elementos que ajudam a explicar esse impacto fora do console está a estética dos jogos. Skins, personagens e universos visuais passaram a funcionar como linguagem e identidade para muitos jogadores.
No caso do PUBG MOBILE, esse processo acompanha o jogo desde o lançamento. “Desde o lançamento do jogo, o PUBG MOBILE se tornou um fenômeno global, inclusive no Brasil. Ter uma grande base de jogadores ativos é com certeza um dos fatores fundamentais para a consolidação do jogo no mundo todo. Além disso, estar disponível numa plataforma como o celular fez com que o jogo tivesse uma acessibilidade sem precedentes”, explica Lucas Brito, gerente executivo do jogo no Brasil.
Ele aponta que as colaborações com outras franquias ajudam a ampliar esse alcance cultural. “Recentemente, colaborações como as que estão rolando agora, como Peaky Blinders e The King of Fighters, pegam elementos da cultura pop consolidados por outros motivos, transformando o PUBG MOBILE na verdadeira plataforma cultural que transcende apenas ‘o jogo’.”
Comunidade, reconhecimento e expressão
Dentro do jogo, a personalização funciona como uma forma de expressão individual e reconhecimento coletivo. “Essas colaborações ou até skins que a gente lança, ou ícones para a pessoa customizar o próprio perfil, bordas e coisas do tipo, permitem que o jogador se expresse dentro da plataforma”, afirma Lucas.
Segundo ele, esse reconhecimento acontece até entre desconhecidos. “O que a gente vê é que alguns jogadores ficam tão famosos pelas skins que eles usam, que até mesmo quando estão jogando lobbies contra outros jogadores, as pessoas reconhecem eles dentro do jogo.”
Esse tipo de dinâmica reforça o papel das comunidades na consolidação dos games como fenômeno cultural. “Comunidade é um dos pilares centrais do nosso jogo”, diz o executivo. “A gente observa muito o que os jogadores fazem de forma orgânica e tenta criar pontes entre o jogo e outros universos culturais.”
A vivência de quem joga
Esse impacto também aparece na experiência pessoal dos jogadores. Gabriel Santos, conhecido como Gaba entre a comunidade gamer, 21 anos, conta que alguns jogos seguem presentes mesmo quando o console está desligado. Ele afirma que Sonic e Friday Night Funkin influenciaram diretamente os gêneros musicais que escuta hoje.
Segundo ele, o ritmo e a estética dos jogos acabam atravessando a rotina. “É algo que fica na cabeça”, diz. Gaba também relata já ter sentido vontade de adotar um visual mais inspirado em personagens de games, como Sonic, fora do ambiente digital.
Para ele, o jogo deixa de ser apenas entretenimento quando provoca emoções intensas. Quando a experiência faz pensar, emociona, incomoda ou marca, “uma parte do jogo acaba indo junto” para fora da tela.
Um fenômeno consolidado
Para a Pesquisa Game Brasil, esse movimento não é passageiro. “Os jogos digitais estão presentes desde os anos 80 com os consoles clássicos até a passagem das lan houses e a expansão para os jogos multiplayer e redes sociais”, afirma Carlos Silva. “Essa experiência é consolidada, porque está presente há muitos anos e fortalece o ciclo de novos jogadores que já crescem com a cultura dos games no seu dia a dia.”
Produzido por IALinha do tempo mostra como os games se consolidaram no Brasil, dos consoles clássicos às novas gerações conectadas.
Jogos que se tornam repertório cultural, linguagem compartilhada e ponto de encontro. Em muitos casos, desligar o console não significa sair do jogo, apenas continuar vivendo seus reflexos fora da tela.
Fonte: TECNOLOGIA.IG.COM.BR

