Divulgação/GeoSpyIA consegue estimar onde uma foto foi feita apenas analisando os pixels, mesmo sem GPS ou metadados
A ferramenta de inteligência artificial, GeoSpy, chamou atenção ao afirmar ser capaz de encontrar a localização geográfica de praticamente qualquer fotografia em segundos, mesmo quando a imagem não possui metadados ou GPS.
A ferramenta de inteligência artificial GeoSpy chamou atenção ao afirmar ser capaz de encontrar a localização geográfica de praticamente qualquer fotografia em segundos, mesmo quando a imagem não possui metadados ou GPS.
A fonte é: Divulgação/GeoSpy pic.twitter.com/zrisMvbfq4
— iG (@iG) February 20, 2026
Lançada em dezembro de 2023 e desenvolvida pela Graylark Technologies, nos Estados Unidos, a plataforma declara já ter auxiliado em mais de 10 mil casos em todo o mundo, com estimativas que podem alcançar precisão de até um metro.
Como funciona a tecnologia
Segundo a descrição oficial, o sistema não depende de dados EXIF nem de coordenadas embutidas na fotografia. A tecnologia analisa exclusivamente os pixels da imagem e interpreta elementos como arquitetura, vegetação, iluminação, padrões urbanos, sinalização e tipo de pavimentação.
Entre os exemplos citados estão cores específicas de hidrantes em determinadas cidades, nomes de ruas parcialmente visíveis, placas comerciais e características regionais que, combinadas, permitem estimativas mais confiáveis.
De acordo com a empresa, o país pode ser identificado em milissegundos, a cidade em cerca de um segundo e a rua em aproximadamente dois segundos, dependendo do contexto disponível na foto.
O resultado inclui latitude e longitude, visualização em mapa, modo 3D interativo e indicação do nível de confiança da estimativa.
O processamento, segundo o site, ocorre em tempo real, com retorno típico em menos de 30 segundos.
Treinamento com milhões de imagens
A proposta parte de um princípio considerado complexo na área de visão computacional: treinar a inteligência artificial com um volume massivo de imagens associadas a localizações reais, chamadas de “ground-truth locations”, para que o modelo aprenda padrões quase imperceptíveis ao olhar humano.
Segundo a Graylark Technologies, o sistema foi treinado com milhões de imagens georreferenciadas.
A base dessa tecnologia remete a pesquisas acadêmicas anteriores, como o estudo IM2GPS, dos pesquisadores James Hays e Alexei Efros, que utilizou mais de seis milhões de imagens com GPS para demonstrar como o cruzamento massivo de dados visuais pode gerar mapas probabilísticos de localização.
Esse tipo de pesquisa é apontado como um dos fundamentos que abriram caminho para plataformas modernas de geolocalização por imagem.
Aplicações e possíveis riscos
Entre as aplicações listadas pela empresa estão investigações criminais, verificação de conteúdo, checagem de localização em reportagens, validação de seguros, investigações corporativas e análises em inteligência de código aberto (OSINT).
A ferramenta também é apresentada como apoio para identificar fraudes em seguros, marketplaces e aplicativos de relacionamento, além de análise de ameaças e suporte a forças de segurança.
A empresa afirma que a plataforma pode ser utilizada ainda por usuários interessados em descobrir a origem de imagens virais ou fotografias de viagem.
Segundo a companhia, a tecnologia funciona mesmo quando redes sociais removem dados de localização das imagens, o que significa que uma selfie, uma foto na varanda ou um registro casual na rua podem conter pistas suficientes para indicar a área onde foram feitos.
Apesar do avanço tecnológico, a empresa ressalta que a ferramenta não substitui a análise humana e deve atuar como complemento ao trabalho de investigadores e especialistas.
Fonte: TECNOLOGIA.IG.COM.BR

