Robôs de guerra chegam à Ucrânia para tirar soldados do front

Robôs de guerra chegam à Ucrânia para tirar soldados do front

Reprodução/FoundationRobô Phantom MK1

Na guerra entre Ucrânia e  Rússia, que acontece desde 2022, robôs  são usados cada vez mais no lugar de soldados na linha de frente. Veículos sem motorista e drones já participam de missões e ataques diretos, enquanto a Ucrânia começa a testar robôs humanoides para ajudar nas áreas de risco.

O governo da Ucrânia decidiu em abril que as Forças Armadas passem a usar pelo menos 50 mil veículos autônomos até 2026. O plano foi anunciado pelo presidente Volodymyr Zelensky  para diminuir o risco aos  soldados

Em novas declarações, a meta do governo é tratada como “o próximo grande passo” para salvar vidas, com previsão de que até 25 mil robôs cheguem no primeiro semestre do ano, mais que o dobro do total contratado em todo o ano de 2025. 

Estudos do Instituto KSE, da Brave1 e da Defense Builder mostram que o uso desses equipamentos cresceu 488% em 2025, quase cinco vezes em relação ao ano anterior.

Reprodução/Ministério da Defesa da UcrâniaDrones são usados nos combates junto a veículos terrestres


O Ministério da Defesa ainda disse que mais de 500 mil drones já foram pedidos pelas unidades militares. Entre eles, estão os drones FPV, usados em ataques de precisão, além de modelos de reconhecimento e longo alcance, que ajudam a mapear movimentos inimigos e ajustar artilharia.

Missões sem risco aos soldados

Os veículos autônomos já são muito usados para levar suprimentos, transportar munição e retirar soldados feridos do campo de batalha. Ainda são usados para instalar minas, monitorar áreas e fazer ataques pontuais, além de trabalhar junto com drones.

Só em abril, essas operações ultrapassaram 10 mil missões, segundo autoridades do setor de defesa ucraniano.

A principal ideia é evitar que soldados precisem ir para áreas monitoradas por drones inimigos.

Reprodução/Ministério da Defesa da UcrâniaVeículo terrestre não tripulado

A empresa Foundation fez testes na Ucrânia com os  robôs humanoides Phantom MK-1 em uma área de guerra. Em um desses testes, as máquinas fizeram tarefas simples, como levar suprimentos para locais de risco, expostos a bombardeios.

O objetivo é entender se esses robôs podem, no futuro, ajudar em missões perigosas sem expor soldados. Segundo a empresa, ainda existem limitações importantes, como duração de bateria, resistência em ambientes hostis e capacidade de manusear objetos.

O uso crescente de robôs  está mudando a forma de planejar operações militares. Em alguns casos, ataques já são pensados primeiro com o uso de robôs, antes da entrada de soldados.

Mesmo com essa mudança, autoridades afirmam que os soldados continuam sendo essenciais, especialmente para manter áreas já conquistadas.


Uso em ataques

Alguns desses veículos atuam como equipamentos de armamento, incluindo versões conhecidas como “mini-tanques”, que podem transportar metralhadoras e lançadores de granadas que são controlados à distância.

Nosso foco é criar veículos terrestres não tripulados (UGVs) de ataque acessíveis e eficazes que possam ser produzidos em larga escala rapidamente. Juntamente com os fabricantes, identificamos os principais desafios: escalonamento da produção, padronização, treinamento, localização de componentes, campos de teste e integração aos processos de combate. Para cada uma dessas áreas, soluções estão sendo preparadas sob as instruções do Presidente para garantir o fornecimento ininterrupto de tecnologia para a linha de frente. Mykhailo Fedorov, Ministro da Defesa da Ucrânia


Novas funções ainda estão sendo testadas, como robôs capazes de derrubar drones inimigos ou sistemas com inteligência artificial que ajudam a identificar ameaças no céu. 

Um dos principais desafios é fazer com que esses sistemas funcionem bem em áreas de combate. Para isso, o Exército usa redes “mesh” que permitem que drones e veículos troquem informações entre si, diminuindo falhas e aumentando a resistência a interferências eletrônicas no campo de batalha.

Fonte: TECNOLOGIA.IG.COM.BR

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